Conhecendo os projetos sustentáveis da UFSC: HOCCA

26/10/2018 10:20

Luiza Della Giustina / Estagiária de Jornalismo


“Plante comida, não grama”. Esse é um dos lemas da HOCCA, a Horta Orgânica do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, localizada no Itacorubi. Ela surgiu pela iniciativa dos próprios estudantes, a partir de um grupo já existente que estudava agroecologia. Em 2016, por meio do edital da PROEX, Pró-reitoria de Extensão, virou um projeto de extensão e atualmente participam um bolsista e voluntários. Conceitos como agricultura urbana, agroecologia e paisagismo comestível e produtivo norteiam o projeto.  

Um dos objetivos principais é a produção de hortaliças sem agrotóxicos para o Restaurante Universitário do CCA. Em média, segundo os organizadores do projeto, um item do bufê por semana ou quinzenalmente do Restaurante Universitário é entregue pela HOCCA. As hortaliças plantadas e entregues ao restaurante são as de ciclo curto como almeirão, alface, rúcula, salsa, cebolinha e temperos. Flores comestíveis e plantas alimentícias não convencionais (PANC’S) como ora-pro-nóbis, capuchinha, vinagreira e outras também estão presentes, assim como algumas árvores frutíferas plantadas nos últimos dois anos. Segundo os organizadores, houveram até tentativas de inserir mais as PANC’s no cardápio do restaurante, mas geralmente o que vai para a mesa são as hortaliças mais comuns.

Como o projeto surgiu sem local específico para a sua implantação, as áreas que atualmente fazem parte da horta são de ocupação dos estudantes, pensando em ocupar espaços ociosos na Universidade. Um desses espaços é atualmente uma área de SAF (Sistema Agroflorestal). A ideia dessa iniciativa é ter em um mesmo local uma combinação de espécies escolhidas que possibilitem um bom uso de recursos como água, luz e ambiente, além de ajudar na recuperação de áreas degradadas, restauração da biodiversidade e produção de alimentos. Desse modo, alimentos são produzidos de maneira ecológica e sustentável, sem o uso de agrotóxicos.

Pensando na sensibilização e integração com a comunidade e acadêmicos, a HOCCA organiza cursos e oficinas. Foram 12 eventos desse tipo até agora, além de visitas guiadas. Segundo os organizadores, cerca de 900 pessoas foram atingidas desde maio de 2016, quando tornou-se oficialmente projeto de extensão.  O público divide-se em escolas, agentes da saúde, turmas de graduação e a comunidade em geral. Quem ministra são alunos quase formados ou que trabalham na área, com prioridade sempre para um homem e uma mulher, buscando trazer a presença feminina dentro da agronomia. Todas as sexta-feiras o projeto também participa da  feira de alimentos orgânicos do CCA, com mudas de ervas aromáticas, flores, plantas ornamentais, PANC’s, espécies arbóreas e nativas. Como a HOCCA tornou-se referência para a comunidade, é comum o pedido de mudas e plantas, por isso existe a possibilidade de troca, ou seja, a pessoa ajuda por um determinado período de tempo e em troca, recebe algumas mudas ou algo de sua preferência.

Para fins de estudo, os alunos participantes relataram benefícios para o aprendizado. “Com esse espaço de prática do conhecimento você pode passar o que você aprendeu ou errar e aprender, na prática. É complicado você produzir para entregar para um restaurante ou entregar uma cesta, são questões que a gente olha nos livros e acha fácil, mas na prática não é bem assim. A prática é bem mais complexa”, diz Tamyres Ferri, aluna da graduação de Agronomia.

Jefferson Mota, um dos organizadores da HOCCA e graduando do curso de Agronomia também salientou a importância do projeto para a sua formação profissional e pessoal. “Eu vim da cidade, então nunca tive terra. Conhecer todas essas plantas e ver elas se desenvolverem, além de perceber como é organizar os colegas para trabalhar em grupo. Tem gente que fica com medo, diz que não sabe nada e que pode estragar, mas faz parte. Nós não chegamos onde chegamos se não soubéssemos agregar, com organização.”

Para arrecadar fundos, estão sendo lançadas camisetas da HOCCA e todas as sextas feiras a tarde acontecem mutirões abertos para o cuidado das hortas. O projeto está no Facebook (HOCCA) e no instagram como @hortaorganicadocca.

 

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Berinjelas orgânicas da HOCCA, plantadas no SAF (Sistema Agroflorestal).

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William Bolzan, Tamyres Ferri e Jefferson Mota, alunos da Agronomia e integrantes da HOCCA.

 

 

 

UFSC Sustentável na SEPEX

23/10/2018 16:24

Luiza Della Giustina / Estagiária de Jornalismo

Aconteceu entre os dias 17 e 19 de outubro a 17ª Sepex, Semana de Pesquisa e Extensão, da UFSC. O objetivo da Semana é reunir e expor os projetos de extensão da universidade, com o tema “Ciência para a Redução das Desigualdades”, pensando em  aproximar o conhecimento produzido dentro da academia com a comunidade.

O UFSC Sustentável contou com um estande na semana e apresentou os projetos desenvolvidos para tornar a Universidade mais sustentável. O programa busca promover a sustentabilidade na Universidade na esfera administrativa, no ensino, pesquisa e extensão, além de reunir em sua plataforma virtual as iniciativas de sustentabilidade da UFSC. Para conscientizar de maneira  dinâmica, tivemos intervenções artísticas com a “Diva da Sustentabilidade”, performada pela bolsista de artes cênicas Ana Gabriela, e jogos educativos para as crianças. Foram expostos alguns dos trabalhos realizados, como o Projeto de Recuperação do Bosque do CFH, a Coleta Seletiva Solidária, o Projeto de Inclusão de critérios sustentáveis nas compras e contratações da própria Universidade e o Plano de Logística Sustentável da UFSC.  Exemplos de produtos sustentáveis foram expostos, exemplificando como esses podem ser incluídos no dia-a-dia. Para incentivar os participantes, foi apresentado uma vermicompostagem caseira, mais conhecido como minhocário. Essa técnica permite a compostagem dos resíduos orgânicos – que representam, em média 50% dos resíduos produzidos individualmente. Também foi construído uma simulação para exemplificar as consequências da falta de mata ciliar e erosão no Bosque do CFH, que foi recuperado por meio de Sistemas Agroflorestais.

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Conhecendo um pouco dos projetos:

  • Projeto de Recuperação Ambiental do Bosque do CFH por meio da implantação de Sistema Agroflorestal (SAF) visa à recuperação e revitalização do solo, fauna e flora da área conhecida como Bosque do CFH através de ações coletivas, como mutirão de limpeza, reativação e manejo agroecológico da horta comunitária e plantio de mudas e espécies nativas para a recuperação da mata ciliar. O projeto é resultado da parceria entre a Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC, o NEPerma (Núcleo de Estudos em Permacultura), coordenado pelo professor Arthur Nanni, e a Comissão de Revitalização do Bosque do CFH. Mais informações aqui. 

  • A Coleta Seletiva Solidária (CSS) é a coleta dos resíduos previamente segregados que são encaminhados às cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Ao separar os resíduos, você estará dando a correta destinação para eles, fazendo com que materiais recicláveis sejam inseridos novamente na cadeia de produção e transformados em novos produtos. Por ser coleta seletiva solidária, também gera renda para os catadores e suas famílias, pois os resíduos destinados a esses são triados e comercializados, promovendo geração de emprego. Mais informações aqui. 

 

  • A UFSC, em sintonia com os esforços do Governo Federal para consolidar a política de compra pública sustentável, procura internalizar critérios promotores de desenvolvimento sustentável em suas aquisições e contratações, sem ferir os princípios da economicidade e da competitividade. Neste contexto, foi desenvolvido o projeto: Inclusão de critérios ambientais nas compras e contratações da UFSC, que propõe incluir, nas etapas pertinentes do fluxo de compras, critérios de sustentabilidade além dos econômicos correntes, em todas as modalidades de compras e contratações da UFSC. Para isso, foi criado o Manual de Compras Sustentáveis da UFSC. Para saber mais, clique aqui.

 

 

Palestra sobre a experiência Lixo Zero da Itália

23/10/2018 15:31

A  Semana Lixo Zero está ocorrendo em vários lugares do mundo e tem por objetivo mobilizar o maior número possível de organizações a realizar um evento sobre a temática e conscientizar aquela comunidade a se tornar Lixo Zero.

Aqui na UFSC ocorrerão diversos eventos, um deles ocorre nesta quarta-feira (24.10.2018), organizado pela estudante de Doutorado da Pós Graduação do Direito, Luiza Brezolin.

O quê? Palestra com Enzo Vergalito e Stefano Ambrosini, da Itália

O esgotamentos dos lixões levou a Itália a buscar soluções para o gerenciamento de resíduos. São coletados porta-a-porta, ou seja, em cada residência  há coleta dos resíduos orgânicos, rejeitos e recicláveis. Da Itália para o mundo, eles buscam máximo aproveitamento de resíduos. Venha conhecer a experiência italiana para pensar numa futura legislação para Floripa!

Onde? Auditório Henrique Fontes – CCE, Bloco B.

Quando? 24.10 (quarta-feira) às 9h.

*O evento é aberto ao público e não há necessidade de inscrição.

Ainda na próxima semana ocorrera a  Semana do Lixo Zero da UFSC, que trará mesas redondas, palestras e amostras de trabalhos.