Consumo de Água na UFSC – Agosto/2019

05/09/2019 14:09

AGOSTO - Consumo de água (1)

 

Consumo de água na UFSC – Agosto/2019

Por Eduarda Matté e Lidiane Mayer

Em Agosto tivemos na UFSC o menor consumo de água mensal registrado desde Fevereiro de 2014, totalizando 16.527 m³, ao custo total de R$ 275.336.

O consumo representa uma redução de 13,24 % (- 2.523 m³) em comparação com o mês de Julho, que era esperada em função do período não letivo da UFSC entre 13/07 e 05/08. No entanto, comparando com o mês de Agosto de 2018, a UFSC apresentou uma redução de 31,34% (-7.543 m³), equivalente a R$ 80.571 a menos que o valor pago em Agosto de 2018.
Agosto também foi o quinto mês seguido com reduções de consumo comparado à 2018, representando uma economia de R$ 214.704, ou 23.565 m³, ou um mês inteiro de redução de consumo.
A redução no volume consumido ocorreu principalmente pela regularidade agora registrada para o Centro de Desportos em 422 m³, após ações de controle de vazamentos realizadas desde Maio neste centro. Anteriormente o consumo neste centro era estimado pela média até março de 2019, em 4.600 m³. Em Maio ocorreu a primeira leitura de correção, sendo lido 3.889 m³, em Junho foi lido 3.599 m³, em Julho 2.144 m³ e finalmente em Agosto 422 m³, representando uma redução de 89% no volume consumido.

Outros locais que tiveram grande redução no consumo em função de ações de controle de vazamentos foram: Colégio de Aplicação, Centro de Filosofias e Humanas 1 e Centro de Educação 1.

Números que reforçam a necessidade constante de verificação das instalações e combate ao desperdício de água, com monitoramento das instalações por parte de toda a comunidade universitária. No entanto, o monitoramento do consumo ainda está realizado pela verificação das faturas mensais e por inspeção dos locais suspeitos, quando há sinais de alterações nas leituras ou solicitações de manutenção.

Em Agosto as unidades que mais aumentaram seu consumo, ou registraram consumo fora do esperado, estão sendo avisadas de possíveis vazamentos, sendo elas:
Reitoria II, Reitoria I, Arquitetura, NDI, Estação de Maricultura, TV UFSC/SEAD, CCB Anatômico. Demais unidades de Florianópolis apresentaram aumento de consumo, em função do aumento do Estação de Maricultura em 341 m³, e CCA 2 em 46 m³.
O Hospital Universitário – HU em agosto (10.935 m³) praticamente manteve o consumo de Julho (10.847 m³), com aumento de 88 m³, ou 0,81%. Comparando a Agosto de 2018, o HU reduziu em 4,83%.

Saiba mais em Monitoramento do Consumo de Água.

Conexão entre sociedade e UFSC através do Canal de Ofertas e Demandas de Pesquisa, Inovação e Extensão

03/09/2019 18:44

O projeto do Canal de Ofertas e Demandas de Pesquisa, Inovação e Extensão (PODe), tem como principal objetivo a conexão entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a sociedade. O superintendente de Projetos da Propesq, Armando Albertazzi, comenta mais sobre: “A proposta busca conectar a universidade com a comunidade externa como também colocar em contato os diversos setores e áreas da universidade”. 

A plataforma já foi desenvolvida e está em processo de implantação pela Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq – UFSC). O pré-lançamento iniciou na segunda-feira (02) desse mês e vai até sexta-feira (06) de setembro também. Por sua vez, o lançamento festivo será do dia 17 ao dia 19 de outubro, sendo assim durante a 18° Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão (Sepex).

O site conta com ofertas e demandas envolvendo os setores da universidade, assim como, captação de parceiros, voluntários para pesquisa, editais de bolsas, ofertas de serviços, resultados de pesquisas, com acesso facilitado a sociedade. Tendo como foco captar as demandas e ofertas cadastradas pela sociedade e que podem ser aproveitados pela UFSC. É um canal que tem como principal meta a conexão entre ambas, mas que vá além disso, pessoas, setores e demandas terão contato facilitado. O uso do sistema é dividido em duas partes, a primeira é o cadastro de ofertas e demandas por parte de toda a comunidade UFSC, sendo que essas informações ficarão abertas para consulta aberta; a segunda é o cadastro de demandas por parte da sociedade (empresas, organizações, comunidade externa e etc), com isso as informações serão acessíveis apenas para a UFSC. Nas duas situações os cadastros preliminares passarão por aprovação dos mediadores do Canal PODe.

Armando Albertazzi explica um pouco mais sobre a plataforma eletrônica: “Neste sistema o usuário encontrará ofertas e demandas por meio de uma busca por palavras-chave. É importante explicar que o acesso às informações de ofertas e demandas cadastradas pela UFSC será aberto para consulta, sem necessidade de fazer um cadastro para isso”.

Agora na semana de pré-lançamento, o canal PODe está sendo testado com  lançamento de demandas e ofertas da Propesq para que eventuais problemas sejam corrigidos. Segundo o coordenador de Fomento e Apoio à Pesquisa da Propesq, Juvêncio Eloi Martins Neto, para que a proposta funcione, é fundamental que a comunidade interna e externa faça o cadastro de informações para que essas conexões de oferta e demanda sejam possíveis.

Lembrando que em outubro o sistema estará disponível para que a comunidade interna e externa faça o cadastro e a consulta de ofertas e demandas. Acesse AQUI! e confira o Canal PODe.

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Segundo pesquisadora da UFSC, políticas públicas podem diminuir efeitos do aquecimento global.

23/08/2019 11:31

Para reduzir os efeitos das mudanças climáticas na terra, o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda medidas como: conhecimento indígena e local, empoderamento de mulheres e múltiplas políticas de posse da terra. A professora Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) destaca os mesmos pontos que o último relatório citado acima. 

A professora Regina tem grande conhecimento na área de pesquisa e já foi editora-revisora do capítulo  Risk management and decision making in relation to sustainable development (Gestão de risco e tomada de decisão em relação ao desenvolvimento sustentável) do documento que discute os impactos do uso da terra em mudanças climáticas, publicado no dia 8 de agosto.

O IPCC escolheu cerca de 107 cientistas, de 25 países para o Special report on climate change and land (SRCCL – Relatório especial sobre mudança climática e terra), quatro brasileiros foram selecionados e entre eles está a pesquisadora. Como editora-revisora, Regina era encarregada de checar a resposta dos autores aos comentários de cientistas credenciados ao primeiro rascunho do capítulo. Depois do primeiro draft estar pronto, ele é disponibilizado para os para pesquisadores de fora comentarem. Onde o revisor deve se certificar que os autores responderam todos os comentários. No caso deste capítulo, ele obteve o total de 1,4 mil comentários e foi necessário uma reunião com todos os autores para que eles respondessem um por um.  Regina não foi a única editora-revisora, ela trabalhou juntamente com o editor-revisor Billie Turner, membro da Academia Americana de Ciência dos Estados Unidos. 

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Regina foi editora-revisora de capítulo no relatório do IPCC. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Depois destes comentários, tem uma nova etapa onde o capítulo é reformulado e dessa vez disponível para as avaliações dos governos de todos os países.  Neste caso, foram registrados 1,4 mil comentários novamente. Após todos eles serem respondidos o relatório fica pronto, e com isso o IPCC reúne representantes dos países para aprovar em plenário o Summary for policymakers (SPM – Resumo para formuladores de políticas públicas). O evento com este capítulo aconteceu no dia 8 de agosto, na cidade de Genebra, localizada na Suíça e a durou 30 horas de negociações. “Entra na parte mais política para definir o que vai ficar no sumário. Mas o relatório não pode ser mexido, o que está lá, como evidência científica, fica”, explica a professora. 

O relatório fala sobre a desertificação e a degradação do solo e o impacto na segurança alimentar; Pois a área continental corresponde a 30% do planeta e está excessivamente danificada. Com o crescimento populacional e as mudanças climáticas aumentando a desertificação, logo a área agriculturável diminui, assim colocando em risco a segurança alimentar. O capítulo que a professora participou foi responsável pelo fechamento do relatório, que teve o foco de mostrar todas as evidências de políticas públicas que reduzam isso. 

No Brasil os pontos mais controversos são os biocombustíveis e o consumo e produção de carne. “A produção de carne tem um impacto muito grande na degradação do solo e não é eficiente em termos de retorno energético para a gente. A recomendação é ter uma dieta mais balanceada com a diminuição do consumo de carne, principalmente carne vermelha. Mas veja que não se está dizendo para virar vegetariano ou vegano” comenta a professora. 

Com tudo, o relatório não pode dizer o que se fazer ou não, deve-se apenas ser citadas provas, evidências, literatura científica, no que há alta confiança. “Por exemplo, há bastante evidência científica que reduzir o consumo de carne ajuda a coibir, ou colocar menos pressão, no uso do solo e sua consequente degradação, além de diminuir as emissões de gases do efeito estufa”. A substituição do uso de combustíveis fósseis por biocombustíveis é limitada, já que também compete pela terra para produção de alimentos, afetando a segurança alimentar.

Um dos principais temas do relatório é a utilização de “caminhos socioeconômicos compartilhados”, que retratam os cenários possíveis para o ano de 2100 suas respectivas consequências. “A principal mensagem do relatório é esta: não existe uma bala de prata, que resolva todos os problemas. Se a gente conseguir a sinergia de políticas públicas, ficamos no risco moderado. Se continuarmos na atual situação, vamos ter um risco muito alto, é inevitável a desertificação, degradação e insegurança alimentar. Os modelos e a ciência mostram isto”, explica Regina.

Este relatório lida com o uso do solo, representando assim 23% das emissões de gases que provocam o aquecimento global; os outros 77% representam à queima de combustíveis fósseis. A professora ressalta o essencial resultado do relatório dizendo que “As políticas públicas têm que conter soluções conjuntas (não existe bala de prata) e serem orgânicas, isto é, que sejam adaptáveis à medida que vamos avançando. Essas políticas só terão sucesso se conhecimento local e indígena seja levado em consideração, com inclusão das mulheres no campo e políticas de distribuição de terra revistas”.

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E para concluir ela menciona um conhecimento que não foi obtido no relatório, mas sim quando trabalhava na Rede Clima: “Não precisa desmatar mais para expandir a agropecuária. Há várias áreas já desmatadas que estão inativas. Além disso, 75% do que comemos vem de agricultura familiar. O argumento de que precisa desmatar para alimentar mais gente é falho”. Complementa dizendo na importância da Amazônia para o Brasil e, em especial para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Caso for desmatada a ponto de não conseguir o retorno da floresta, pode ser causado a sua savanização, diminuindo o suprimento de umidade para o resto do país e afetando a agricultura. Lembrando que o uso indiscriminado de água para a irrigação não é algo sustentável.

Mais informações em: https://www.ipcc.ch/report/srccl/