Semana da árvore na UFSC

12/09/2019 13:09

Durante os dias de 16 a 20 de setembro será realizada a semana da árvore na Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC). Serão atividades técnicas, sociais e ambientais que buscam transformar e reforçar na comunidade acadêmica o olhar sobre estes organismos imprescindíveis para a vida. As ações são promovidas pela Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC (CGA) e pela Sala verde. Todas as atividades são gratuitas e algumas fornecem certificação de participação.

Confira a programação:

Eu visto as asas da sustentabilidade!  

De 16/09 à 20/09/2019 (segunda à sexta)

Serão disponibilizadas com penas em formato de folhas feito de material reciclado e reaproveitado. Não deixe de fotografá-las e compartilhar nas suas mídias sociais usando a hashtag  #ufscsustentavel.

Local: Biblioteca Central e Reitoria I

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Plantio de muda de árvore nativa no campus e a pessoa em situação de rua no entorno da UFSC

16/09 (segunda-feira)

Participe deste momento, traga um lanche saudável para compartilhar com quem mais precisa. Vamos plantar e confraternizar à sombra da árvore da vida!

Local: Sala Verde UFSC (piso térreo da Biblioteca Universitária, ao lado da PRAE)

Horário: 14h30

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Plantas Medicinais e PANCs – Do Cultivo ao Uso Correto 

17/09 (terça-feira)

A compreensão de novas alternativas de alimentação que conversem com o sustentável e o ambiente. A oficina ocorrerá em espaço do jardim, levando uma coleção de plantas, trabalhando os cinco sentidos e degustação.

Local: Sala Verde UFSC 

Horário: 9h30 às 11h30.

Clique AQUI! para se inscrever

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Roda do chá: compartilhando saberes, sabores e odores 

18/09  (quarta-feira)

Visa reunir os simpatizantes dos chás a fim de compartilhar saberes, sabores e odores. O hábito de beber chá é muito antigo. Os benefícios são inúmeros para a saúde e bem estar. Serão apresentados alguns aspectos relacionados ao histórico do uso de chás pela humanidade, e exemplos de plantas mais comuns e conhecidas com os respectivos usos.

Local: Sala Verde UFSC 

Horário: das 14h às 17h

Clique AQUI! para se inscrever 

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Oficina de Ecocaderno com crianças do Projeto Mais Educação no Lar Fabiano de Cristo – Comunidade Monte Cristo 

19/09 (quinta-feira)

A oficina de ecocaderno é uma atividade da Sala Verde UFSC, que tem como fim a confecção de um caderno ecológico, gerando produto personalizado e consciente. São debatidos na oficina: os 5R’s (reaproveitar, reciclar, repensar, recusar e reduzir); reaproveitamento de materiais diversos (papéis, espiral, capas plástica, retalhos de tecidos, linhas, papelão); encadernação artesanal para confecção de ecocadernos, ecoblocos, ecoagendas e ecolivros de receitas.

Local: Sala Verde UFSC 

Horário: das 14h às 17h

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Mutirão de popularização do conhecimento da identificação botânica – a importância do inventário florístico do campus trindade da UFSC 

20/09 (sexta-feira)

Caminhada pelo campus trindade da UFSC para ensino de como ocorre a identificação arbórea e conversa sobre a importância ecológica e social das árvores.

Local: Ponto de encontro em frente ao Centro de Eventos da UFSC

Horário: das 09:00 às 12:00

Para esta atividade não é necessário inscrever-se, basta estar na hora marcada na varanda do Centro de Eventos da UFSC.

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Oficinas no espaço Sala Verde UFSC

12/09/2019 12:49

A Sala Verde na Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), surgiu em 2004 por conta de um edital do Ministério do Meio Ambiente que fez a proposta de criar por todo o Brasil espaços interativos, de educação e de informação socioambiental. Foram criados outros editais posteriormente a este de 2004, mas esse foi o que de fato abriu as primeiras salas verdes no território nacional. 

Para a criação efetiva do espaço, um grupo de alunos de pós-graduação da universidade e que eram vinculado à Coordenadoria de Gestão Ambiental tomaram a frente do projeto, eles contavam com a UFSC como instituição mas também com algumas ONGs e até mesmo com a Secretaria Estadual de Educação.  

Durante 15 anos de funcionamento da projeto na UFSC, ele já funcionou diversas maneiras; mas de modo geral o espaço desenvolve projetos, ações e/ou apoia projetos de outras pessoas e ONGs, seja em parceria com a Coordenadora de Gestão Ambiental ou com entidades externas.

A bióloga e coordenadora do projeto, Marlene Alano Coelho Aguilar, explica sobre como os projetos estão funcionando: “atualmente nós temos alguns projetos e ações que estão em desenvolvimento; um projeto que está bem a linha de frente das nossas ações é o projeto Oficinas para uma vida melhor, esse projeto é aberto para todos aqueles que queiram partilhar o seu saber, assim oferecendo uma oficina como voluntário.” A oficina aceita que qualquer pessoa ofereça a aula, desde que esteja dentro do tema principal que é ações para uma uma vida melhor. Com essa proposta, diferentes oficinas estão acontecendo. Durante todas as segundas-feiras do mês de setembro por exemplo, podemos contar com a Oficina de fios, que é com o foco de ensinar as pessoas a fazer crochê e tricô; Na próxima semana estará acontecendo a Oficina das PANCs, que são sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais; A oficina Resinificando objetos do passado, onde o objetivo é dar uma nova utilidade para os objetos que já se tornaram obsoletos para o seu inicial. A Sala Verde disponibiliza outras oficinas, como: costura de mão, alimentação saudável,ayurveda, yoga, entre outras. 

Outro projeto que tem uma grande repercussão na universidade é o aColhida Verde, onde é permitido usar o canteiro da Sala Verde para plantar, cuidar, colher e levar mudas para casa. A coordenadora comenta um pouco mais sobre esse projeto, “às vezes tem pessoas que gostam de plantar mas não tem onde plantar, então pode vir plantar nesses canteiros aqui.”

A maioria das oficinas ocorrem por um determinado tempo, mas há uma oficina que é permanente, a Oficina de Ecocadernos que é oferecida pela própria Sala Verde. Ela ocorre pelo menos duas vezes ao mês, para ensinar os participantes a como fazer o seu eco caderno, depois desse período de aprendizagem a pessoa pode ir no horário de almoço das terças e quintas, e nas terças-feiras das 17h às 19h, para confeccionar seu próprio caderno.

Lembrando que todas as oficinas são abertas ao público em geral, tanto para a comunidade externa quanto interna. “Nós pertencemos a pró-reitoria de extensão, a sala verde é um espaço da pró-reitoria de extensão então como tal nossa vocação é a extensão, então nós prezamos por levar ao público” explica a Marlene. “A gente procura está mantendo uma parceria com a comunidade externa e nós estamos sempre muito abertos para receber, fazer de um espaço que está aberto para receber o público externo, então eles são muito bem vindos, vem turma do sul da ilha, do norte, para participar com a gente aqui e a gente recebe essas turmas. A gente não tem muitas pernas para ir, sair da UFSC, nós nos propomos a recebê-los porque nós não temos transporte, a sala verde não tem um carro e a universidade não é fácil de fornecer um transporte para que a gente vá fora da universidade fazer uma atividade dessas, então a gente abre o espaço para essa parceria” complementa.WhatsApp Image 2019-09-12 at 12.42.26

Para mais informações sobre as oficinas que estão disponíveis no momento, acesse AQUI!

Se deseja ser voluntário/oficineiro, clique AQUI!

Lembrando que estão aceitando doações de encadernações de plástico com espirais, encadernações com capa dura e linhas de lã para as Oficinas de Ecocadernos. 

Local de entrega: Sala Verde UFSC, térreo da Biblioteca Central, ao lado da PRAE.

UFSC conta com o curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica

06/09/2019 17:57

Por Julia Breda

“Nós somos conhecidos como guardiões da floresta. Nós somos a própria floresta, pois nascemos dentro dela. A nossa luta é pelo direito pleno de viver e reconhecer que nós, indígenas, estamos em todos os lugares: na universidade, na área da saúde, na educação, em todas as esferas.”

Hoje em dia, muito se discute sobre o papel do indígena em nossa sociedade, da sua relação com a terra à sua importância na preservação de antigas sabedorias, há muito esquecidas pelo povo branco. Ao mesmo tempo, milhares de indígenas perdem seus lares para a exploração da agropecuária. 

Não é por acaso que a população indígena hoje é apenas cerca de 10% do que era em 1500, na chegada dos portugueses. Segundo estimativa dos historiadores, o Brasil tinha cerca de 8 milhões de habitantes (indígenas) na época, que não sobreviveram às armas de fogo dos colonizadores.

Mas essa realidade vem mudando, pouco a pouco. O Censo de 2010, segundo o IBGE, revelou crescimento do número de indígenas no país, passando de 294 mil, em 1991 para 817,9 mil. Esse aumento, de acordo com o instituto, poderia ser explicado não apenas como efeito demográfico, mas também pelo aumento do número de pessoas que se reconhecem como parte da população indígena – principalmente dos que vivem em áreas urbanas.

É preciso, portanto, pensar em uma maneira de inclusão dessa população no tecido social brasileiro. Um dos pontos é, portanto, a universidade – já que é um direito constitucional universal (para toda a população brasileira) e um dever do Estado, garantidas as especificações da educação indígena. As ações para a inclusão da população indígena nas universidades são recentes. Desde o início da década de 1990, convênios entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e algumas instituições privadas e comunitárias têm surtido efeito; o vestibular pelo  Programa Universidade para Todos (ProUni) é uma alternativa, desde 2004. 

Atualmente, o ingresso de indígenas no ensino superior público tem ocorrido de maneira mais expressiva por meio de ações em dois segmentos: a constituição de cursos específicos, como o Programa de Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind), de 2005, criado pelo Ministério da Educação (MEC), que supre  parcialmente, a necessidade de formação diferenciada de professores indígenas; e a oferta de vagas especiais ou suplementares em cursos regulares, pela Lei de Cotas (12.711/2012).

O resultado dessas ações dentro das universidades brasileiras está nos relatórios do último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação em 2017. A pesquisa aponta que o número de indígenas matriculados em instituições públicas e privadas cresceu 52,5% de 2015 para 2016, quando  passou a ser obrigatório declarar a raça, o que possibilitou um retrato mais fiel da presença dos indígenas nas universidades. De 32.147, esse número foi para para 49.026.

Mas apenas garantir o ingresso dos estudantes nas universidades não é o suficiente: é preciso que hajam políticas públicas para assegurar sua permanência. Jafe, indígena Sateré-mawé, graduando em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirma que isso ainda não acontece. “As universidades não têm uma política verdadeiramente normativa, que possa contemplar a permanência e o ingresso desses estudantes. Não tem um acompanhamento pedagógico. Por isso a evasão de vários deles. O estudante indígena fica completamente vulnerável dentro da universidade. Como se ele estivesse em um ambiente hostil. Fazendo uma comparação, é como se ele fosse para a mata sem conhecê-la”, explica ele.

Mas as dificuldades não param por aí: ao entrar na universidade, a barreira da linguagem também se impõe. Para o vestibular pelo Prolind, a redação deve ser feita em sua língua materna. No entanto, para participarem de vestibulares para outros cursos, é necessário que escrevam em português. Português não é a primeira língua da maioria dos indígenas, que têm sua própria língua nativa, de acordo com sua etnia. Jafe conta que superou esse desafio com muito esforço pessoal e apoio de seus familiares. “Em conversa com meus pais, mesmo de longe, eles me incentivaram e me disseram que eu seria mais um guerreiro no campo de batalha. Que eles estariam me esperando para poder ajudar eles a lutar pelos direitos do povo indígena. Então isso foi o que me motivou a estudar cada vez mais. O próprio povo fica torcendo por nós, para tudo dar certo e a gente se profissionalizar, para voltar e ajudar nosso povo.”

Dentro da UFSC, a principal reivindicação dos estudantes indígenas é uma moradia estudantil que de fato represente a cultura dos povos que moram ali. O pedido é que as necessidades de todas as etnias sejam reconhecidas “Muitas vezes acham que todo o indígena é igual ao outro, que o índio é um só. Isso não existe. No Brasil temos 305 povos, falando 275 línguas, e só na UFSC são mais de 10 etnias presentes. Para nós é importante que se perceba quais povos estão na universidade e qual é o anseio de cada um deles.” afirma Jafe.

Além dela, outra forma de resgatar a cultura desses povos seria por meio do ambulatório indígena, um projeto feito com os estudantes indígenas da área da saúde, (medicina, enfermagem, odontologia), que tentaria abranger a medicina tradicional dos povos originários. Outro ponto importante é a regulamentação do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, uma vez que, hoje, ele é apenas um projeto. Esse curso já formou uma turma de profissionais pedagogos, professores, e agora está na segunda edição. O desejo dos estudantes indígenas é que a Universidade faça a efetivação da Licenciatura Indígena, para que o curso abra mais vagas e  mais professores indígenas possam ser formados.

Em 1º de janeiro, o Presidente Jair Bolsonaro editou a MP 870, destituindo todas as atribuições da FUNAI em relação às demarcações de terras indígenas, e tornou responsabilidade da Secretaria de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA. “Isso enfraquece o movimento indígena como um todo. E a gente sabe que quem tá segurando as pontas do meio ambiente são os povos originários, que mantém a tradição, a sua cultura e seu direito de viver. Nós somos conhecidos como guardiões da floresta. Nós somos a própria floresta, pois nascemos dentro dela. A nossa luta é pelo direito pleno de viver e reconhecer que nós, indígenas, estamos em todos os lugares: na universidade, na área da saúde, na educação, em todas as esferas. Eu, como indígena, Sateré-mawé e líder do meu povo, posso dizer que nós estamos aqui na universidade para passar essa mensagem.”