UFSC Sustentável
  • Bem-vindo!

    Publicado em 15/08/2018 às 16:34

        

        


  • CGA Instala Projeto-Piloto de Barreira Ecológica

    Publicado em 16/09/2019 às 15:48

    No início de 2017, o morador da Região Metropolitana de Curitiba, Diego Saldanha, ganhou muita visibilidade ao apresentar nas redes sociais a sua ação de construção de uma barreira ecológica para impedimento da passagem de resíduos sólidos no Rio Atuba, região onde morou por toda a sua vida. Depois dessa divulgação, a ideia se espalhou e muitas pessoas seguiram seu exemplo. A Figura 1 ilustra o método criado por Diego:

                    Figura 1: barreira ecológica construída por Diego Saldanha no Rio Atuba                Fonte: https://www.greenme.com.br/informar-se/ambiente/6197-ecobarreira-mais-de-1-tonelada-de-lixo-do-rio

    A barreira é construída de forma simples: rede que envolve uma série de bombonas plásticas que flutuam, podendo acompanhar as mudanças do nível de água do rio, além de corda e estacas presas às margens para fixar a barreira. O material acumulado é retirado com uma coca de pesca.

    Inspirada nessa ação, a Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA) da UFSC propôs a instalação de duas barreiras ecológicas piloto, a primeira no Córrego Carvoeira (próximo à Biblioteca Central) e a segunda no Rio do Meio, próximo à Reitoria I, conforme Figura 2:

    Figura 2: localização das barreiras ecológicas no Campus Trindade

    O Campus Trindade da UFSC está inserido na Bacia Hidrográfica do Manguezal do Itacorubi. O principal curso d’água que atravessa o Campus é o Rio do Meio, que nasce na Costeira do Pirajubaé, formando então a sub-bacia do Rio do Meio, à qual todo o território do Campus está inserido e que também estão inclusos os bairros Pantanal, Carvoeira, Serrinha e pequenas parcelas dos bairros Córrego Grande e Trindade. A exutória dessa sub-bacia (ponto de menor altitude da bacia hidrográfica onde todo o escoamento superficial gerado no interior da bacia é drenado) encontra-se na fronteira nordeste da UFSC, onde o Rio do Meio recebe mais dois afluentes e passa a se chamar Rio Três Córregos. O Rio segue em parte retificado e em parte meandrado pelo manguezal até desaguar no Córrego Grande a poucos metros da exutória final da Bacia Hidrográfica do Manguezal do Itacorubi, na baía norte de Florianópolis:

    Figura 3: Bacia Hidrográfica do Itacorubi

    A área do manguezal do Itacorubi é um berçário natural de vida marinha e costeira, sendo protegida em Florianópolis por decreto municipal, declarando-a como Parque Municipal, sendo toda a Área de Preservação Permanente e não edificável. O parque está em transição de adequação com a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Segundo o Instituto Mangue Vivo, o Manguezal do Itacorubi é o segundo maior manguezal urbano do país.

    A poluição por resíduos sólidos dos córregos é frequente, sendo visível a alta quantidade de materiais plásticos como sacolas e garrafas, bem como madeira e metais, dentre outros. O principal motivo é a disposição inadequada dos resíduos sólidos próximos aos córregos. Os resíduos, quando não são colocados em lixeiras e coletores convenientes, tendem a cair nos corpos d’água, principalmente em eventos de chuvas e ventos. A instalação das Barreiras Ecológicas no Campus Trindade tem por principal objetivo a conscientização da comunidade universitária quanto à problemática dos resíduos sólidos nos córregos. Além disso, é previsto retenção considerável dos resíduos sólidos, principalmente os plásticos, que por possuírem baixa densidade, costumam percorrer longas distâncias nos cursos d’água.

    Haverá coleta periódica dos resíduos acumulados, baseada no monitoramento diário das barreiras. Esses resíduos terão sua destinação correta, considerando a separação dos materiais recicláveis.

    A Barreira 1 foi instalada no dia 11/09 pelos membros da CGA envolvidos no projeto:

    Para fim de informar a comunidade acadêmica, uma placa de identificação foi instalada ao lado da barreira:

    Aproveitando a ocasião, também foi realizado um mutirão de limpeza deste trecho do Córrego Carvoeira, onde foram coletados materiais como papel, plástico, garrafas de vidro e metais.

    A segunda barreira será instalada no Rio do Meio ainda em 2019.

    Se você tem interesse em participar do projeto basta entrar em contato pelo telefone (48) 3721 – 4228 ou pelo endereço de email gestaoambiental@contato.ufsc.br.

    Referências:

    Barreira Ecológica: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2017/01/morador-cria-barreira-para-evitar-que-poluicao-desca-rio-abaixo-no-parana.html.

    Manguezais de Florianópolis: http://www.clicrbs.com.br/sites/swf/DC_mangue/index.html


  • Pré-lançamento da websérie “Incluir-se: a acessibilidade envolve você”

    Publicado em 12/09/2019 às 15:06

    incluirse-216x300A websérie “Incluir-se: a acessibilidade envolve você” foi criada pela Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE/SAAD), da Universidade Federal de Santa Catarina. O seu seu pré-lançamento ocorrerá nesta sexta-feira (13), a partir das 17h. O evento será aberto ao público e contará com um coffee break comunitário e popular. 

    A universidade pública deve fazer jus a proposta prevista em seu nome, onde deve alargar o acesso a entrada e permitir a passagem de todos e todas que queiram estar nela; neste caso, é onde cresce a necessidade de evidenciar a diversidade que enriquece a instituição.

    Incluir-se é um projeto interdisciplinar que vem justamente com esse foco, ele é composto por vídeos curtos que aborda, a temática da importância de uma universidade mais democrática. 

    Para mais informações acesse AQUI!

     


  • Semana da árvore na UFSC

    Publicado em 12/09/2019 às 13:09

    Durante os dias de 16 a 20 de setembro será realizada a semana da árvore na Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC). Serão atividades técnicas, sociais e ambientais que buscam transformar e reforçar na comunidade acadêmica o olhar sobre estes organismos imprescindíveis para a vida. As ações são promovidas pela Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC (CGA) e pela Sala verde. Todas as atividades são gratuitas e algumas fornecem certificação de participação.

     

    Confira a programação:

    Eu visto as asas da sustentabilidade!  

    De 16/09 à 20/09/2019 (segunda à sexta)

    Serão disponibilizadas com penas em formato de folhas feito de material reciclado e reaproveitado. Não deixe de fotografá-las e compartilhar nas suas mídias sociais usando a hashtag  #ufscsustentavel.

    Local: Biblioteca Central e Reitoria I

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    Plantio de muda de árvore nativa no campus e a pessoa em situação de rua no entorno da UFSC

    16/09 (segunda-feira)

    Participe deste momento, traga um lanche saudável para compartilhar com quem mais precisa. Vamos plantar e confraternizar à sombra da árvore da vida!

    Local: Sala Verde UFSC (piso térreo da Biblioteca Universitária, ao lado da PRAE)

    Horário: 14h30

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    Plantas Medicinais e PANCs – Do Cultivo ao Uso Correto 

    17/09 (terça-feira)

    A compreensão de novas alternativas de alimentação que conversem com o sustentável e o ambiente. A oficina ocorrerá em espaço do jardim, levando uma coleção de plantas, trabalhando os cinco sentidos e degustação.

    Local: Sala Verde UFSC 

    Horário: 9h30 às 11h30.

    Clique AQUI! para se inscrever

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    Roda do chá: compartilhando saberes, sabores e odores 

    18/09  (quarta-feira)

    Visa reunir os simpatizantes dos chás a fim de compartilhar saberes, sabores e odores. O hábito de beber chá é muito antigo. Os benefícios são inúmeros para a saúde e bem estar. Serão apresentados alguns aspectos relacionados ao histórico do uso de chás pela humanidade, e exemplos de plantas mais comuns e conhecidas com os respectivos usos.

    Local: Sala Verde UFSC 

    Horário: das 14h às 17h

    Clique AQUI! para se inscrever 

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    Oficina de Ecocaderno com crianças do Projeto Mais Educação no Lar Fabiano de Cristo – Comunidade Monte Cristo 

    19/09 (quinta-feira)

    A oficina de ecocaderno é uma atividade da Sala Verde UFSC, que tem como fim a confecção de um caderno ecológico, gerando produto personalizado e consciente. São debatidos na oficina: os 5R’s (reaproveitar, reciclar, repensar, recusar e reduzir); reaproveitamento de materiais diversos (papéis, espiral, capas plástica, retalhos de tecidos, linhas, papelão); encadernação artesanal para confecção de ecocadernos, ecoblocos, ecoagendas e ecolivros de receitas.

    Local: Sala Verde UFSC 

    Horário: das 14h às 17h

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    Mutirão de popularização do conhecimento da identificação botânica – a importância do inventário florístico do campus trindade da UFSC 

    20/09 (sexta-feira)

    Caminhada pelo campus trindade da UFSC para ensino de como ocorre a identificação arbórea e conversa sobre a importância ecológica e social das árvores.

    Local: Ponto de encontro em frente ao Centro de Eventos da UFSC

    Horário: das 09:00 às 12:00

    Para esta atividade não é necessário inscrever-se, basta estar na hora marcada na varanda do Centro de Eventos da UFSC.

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  • Oficinas no espaço Sala Verde UFSC

    Publicado em 12/09/2019 às 12:49

    A Sala Verde na Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), surgiu em 2004 por conta de um edital do Ministério do Meio Ambiente que fez a proposta de criar por todo o Brasil espaços interativos, de educação e de informação socioambiental. Foram criados outros editais posteriormente a este de 2004, mas esse foi o que de fato abriu as primeiras salas verdes no território nacional. 

    Para a criação efetiva do espaço, um grupo de alunos de pós-graduação da universidade e que eram vinculado à Coordenadoria de Gestão Ambiental tomaram a frente do projeto, eles contavam com a UFSC como instituição mas também com algumas ONGs e até mesmo com a Secretaria Estadual de Educação.  

    Durante 15 anos de funcionamento da projeto na UFSC, ele já funcionou diversas maneiras; mas de modo geral o espaço desenvolve projetos, ações e/ou apoia projetos de outras pessoas e ONGs, seja em parceria com a Coordenadora de Gestão Ambiental ou com entidades externas.

    A bióloga e coordenadora do projeto, Marlene Alano Coelho Aguilar, explica sobre como os projetos estão funcionando: “atualmente nós temos alguns projetos e ações que estão em desenvolvimento; um projeto que está bem a linha de frente das nossas ações é o projeto Oficinas para uma vida melhor, esse projeto é aberto para todos aqueles que queiram partilhar o seu saber, assim oferecendo uma oficina como voluntário.” A oficina aceita que qualquer pessoa ofereça a aula, desde que esteja dentro do tema principal que é ações para uma uma vida melhor. Com essa proposta, diferentes oficinas estão acontecendo. Durante todas as segundas-feiras do mês de setembro por exemplo, podemos contar com a Oficina de fios, que é com o foco de ensinar as pessoas a fazer crochê e tricô; Na próxima semana estará acontecendo a Oficina das PANCs, que são sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais; A oficina Resinificando objetos do passado, onde o objetivo é dar uma nova utilidade para os objetos que já se tornaram obsoletos para o seu inicial. A Sala Verde disponibiliza outras oficinas, como: costura de mão, alimentação saudável,ayurveda, yoga, entre outras. 

    Outro projeto que tem uma grande repercussão na universidade é o aColhida Verde, onde é permitido usar o canteiro da Sala Verde para plantar, cuidar, colher e levar mudas para casa. A coordenadora comenta um pouco mais sobre esse projeto, “às vezes tem pessoas que gostam de plantar mas não tem onde plantar, então pode vir plantar nesses canteiros aqui.”

    A maioria das oficinas ocorrem por um determinado tempo, mas há uma oficina que é permanente, a Oficina de Ecocadernos que é oferecida pela própria Sala Verde. Ela ocorre pelo menos duas vezes ao mês, para ensinar os participantes a como fazer o seu eco caderno, depois desse período de aprendizagem a pessoa pode ir no horário de almoço das terças e quintas, e nas terças-feiras das 17h às 19h, para confeccionar seu próprio caderno.

    Lembrando que todas as oficinas são abertas ao público em geral, tanto para a comunidade externa quanto interna. “Nós pertencemos a pró-reitoria de extensão, a sala verde é um espaço da pró-reitoria de extensão então como tal nossa vocação é a extensão, então nós prezamos por levar ao público” explica a Marlene. “A gente procura está mantendo uma parceria com a comunidade externa e nós estamos sempre muito abertos para receber, fazer de um espaço que está aberto para receber o público externo, então eles são muito bem vindos, vem turma do sul da ilha, do norte, para participar com a gente aqui e a gente recebe essas turmas. A gente não tem muitas pernas para ir, sair da UFSC, nós nos propomos a recebê-los porque nós não temos transporte, a sala verde não tem um carro e a universidade não é fácil de fornecer um transporte para que a gente vá fora da universidade fazer uma atividade dessas, então a gente abre o espaço para essa parceria” complementa.WhatsApp Image 2019-09-12 at 12.42.26

    Para mais informações sobre as oficinas que estão disponíveis no momento, acesse AQUI!

    Se deseja ser voluntário/oficineiro, clique AQUI!

     

    Lembrando que estão aceitando doações de encadernações de plástico com espirais, encadernações com capa dura e linhas de lã para as Oficinas de Ecocadernos. 

    Local de entrega: Sala Verde UFSC, térreo da Biblioteca Central, ao lado da PRAE.


  • UFSC conta com o curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica

    Publicado em 06/09/2019 às 17:57

    Por Julia Breda

    “Nós somos conhecidos como guardiões da floresta. Nós somos a própria floresta, pois nascemos dentro dela. A nossa luta é pelo direito pleno de viver e reconhecer que nós, indígenas, estamos em todos os lugares: na universidade, na área da saúde, na educação, em todas as esferas.”

    Hoje em dia, muito se discute sobre o papel do indígena em nossa sociedade, da sua relação com a terra à sua importância na preservação de antigas sabedorias, há muito esquecidas pelo povo branco. Ao mesmo tempo, milhares de indígenas perdem seus lares para a exploração da agropecuária. 

    Não é por acaso que a população indígena hoje é apenas cerca de 10% do que era em 1500, na chegada dos portugueses. Segundo estimativa dos historiadores, o Brasil tinha cerca de 8 milhões de habitantes (indígenas) na época, que não sobreviveram às armas de fogo dos colonizadores.

    Mas essa realidade vem mudando, pouco a pouco. O Censo de 2010, segundo o IBGE, revelou crescimento do número de indígenas no país, passando de 294 mil, em 1991 para 817,9 mil. Esse aumento, de acordo com o instituto, poderia ser explicado não apenas como efeito demográfico, mas também pelo aumento do número de pessoas que se reconhecem como parte da população indígena – principalmente dos que vivem em áreas urbanas.

    É preciso, portanto, pensar em uma maneira de inclusão dessa população no tecido social brasileiro. Um dos pontos é, portanto, a universidade – já que é um direito constitucional universal (para toda a população brasileira) e um dever do Estado, garantidas as especificações da educação indígena. As ações para a inclusão da população indígena nas universidades são recentes. Desde o início da década de 1990, convênios entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e algumas instituições privadas e comunitárias têm surtido efeito; o vestibular pelo  Programa Universidade para Todos (ProUni) é uma alternativa, desde 2004. 

    Atualmente, o ingresso de indígenas no ensino superior público tem ocorrido de maneira mais expressiva por meio de ações em dois segmentos: a constituição de cursos específicos, como o Programa de Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind), de 2005, criado pelo Ministério da Educação (MEC), que supre  parcialmente, a necessidade de formação diferenciada de professores indígenas; e a oferta de vagas especiais ou suplementares em cursos regulares, pela Lei de Cotas (12.711/2012).

    O resultado dessas ações dentro das universidades brasileiras está nos relatórios do último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação em 2017. A pesquisa aponta que o número de indígenas matriculados em instituições públicas e privadas cresceu 52,5% de 2015 para 2016, quando  passou a ser obrigatório declarar a raça, o que possibilitou um retrato mais fiel da presença dos indígenas nas universidades. De 32.147, esse número foi para para 49.026.

    Mas apenas garantir o ingresso dos estudantes nas universidades não é o suficiente: é preciso que hajam políticas públicas para assegurar sua permanência. Jafe, indígena Sateré-mawé, graduando em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirma que isso ainda não acontece. “As universidades não têm uma política verdadeiramente normativa, que possa contemplar a permanência e o ingresso desses estudantes. Não tem um acompanhamento pedagógico. Por isso a evasão de vários deles. O estudante indígena fica completamente vulnerável dentro da universidade. Como se ele estivesse em um ambiente hostil. Fazendo uma comparação, é como se ele fosse para a mata sem conhecê-la”, explica ele.

    Mas as dificuldades não param por aí: ao entrar na universidade, a barreira da linguagem também se impõe. Para o vestibular pelo Prolind, a redação deve ser feita em sua língua materna. No entanto, para participarem de vestibulares para outros cursos, é necessário que escrevam em português. Português não é a primeira língua da maioria dos indígenas, que têm sua própria língua nativa, de acordo com sua etnia. Jafe conta que superou esse desafio com muito esforço pessoal e apoio de seus familiares. “Em conversa com meus pais, mesmo de longe, eles me incentivaram e me disseram que eu seria mais um guerreiro no campo de batalha. Que eles estariam me esperando para poder ajudar eles a lutar pelos direitos do povo indígena. Então isso foi o que me motivou a estudar cada vez mais. O próprio povo fica torcendo por nós, para tudo dar certo e a gente se profissionalizar, para voltar e ajudar nosso povo.”

    Dentro da UFSC, a principal reivindicação dos estudantes indígenas é uma moradia estudantil que de fato represente a cultura dos povos que moram ali. O pedido é que as necessidades de todas as etnias sejam reconhecidas “Muitas vezes acham que todo o indígena é igual ao outro, que o índio é um só. Isso não existe. No Brasil temos 305 povos, falando 275 línguas, e só na UFSC são mais de 10 etnias presentes. Para nós é importante que se perceba quais povos estão na universidade e qual é o anseio de cada um deles.” afirma Jafe.

    Além dela, outra forma de resgatar a cultura desses povos seria por meio do ambulatório indígena, um projeto feito com os estudantes indígenas da área da saúde, (medicina, enfermagem, odontologia), que tentaria abranger a medicina tradicional dos povos originários. Outro ponto importante é a regulamentação do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, uma vez que, hoje, ele é apenas um projeto. Esse curso já formou uma turma de profissionais pedagogos, professores, e agora está na segunda edição. O desejo dos estudantes indígenas é que a Universidade faça a efetivação da Licenciatura Indígena, para que o curso abra mais vagas e  mais professores indígenas possam ser formados.

    Em 1º de janeiro, o Presidente Jair Bolsonaro editou a MP 870, destituindo todas as atribuições da FUNAI em relação às demarcações de terras indígenas, e tornou responsabilidade da Secretaria de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA. “Isso enfraquece o movimento indígena como um todo. E a gente sabe que quem tá segurando as pontas do meio ambiente são os povos originários, que mantém a tradição, a sua cultura e seu direito de viver. Nós somos conhecidos como guardiões da floresta. Nós somos a própria floresta, pois nascemos dentro dela. A nossa luta é pelo direito pleno de viver e reconhecer que nós, indígenas, estamos em todos os lugares: na universidade, na área da saúde, na educação, em todas as esferas. Eu, como indígena, Sateré-mawé e líder do meu povo, posso dizer que nós estamos aqui na universidade para passar essa mensagem.”


  • Consumo de Água na UFSC – Agosto/2019

    Publicado em 05/09/2019 às 14:09

    AGOSTO - Consumo de água (1)

     

    Consumo de água na UFSC – Agosto/2019

    Em Agosto tivemos na UFSC o menor consumo de água mensal registrado desde Fevereiro de 2014, totalizando 16.527 m³, ao custo total de R$ 275.336.

    O consumo representa uma redução de 13,24 % (- 2.523 m³) em comparação com o mês de Julho, que era esperada em função do período não letivo da UFSC entre 13/07 e 05/08. No entanto, comparando com o mês de Agosto de 2018, a UFSC apresentou uma redução de 31,34% (-7.543 m³), equivalente a R$ 80.571 a menos que o valor pago em Agosto de 2018.
    Agosto também foi o quinto mês seguido com reduções de consumo comparado à 2018, representando uma economia de R$ 214.704, ou 23.565 m³, ou um mês inteiro de redução de consumo.
    A redução no volume consumido ocorreu principalmente pela regularidade agora registrada para o Centro de Desportos em 422 m³, após ações de controle de vazamentos realizadas desde Maio neste centro. Anteriormente o consumo neste centro era estimado pela média até março de 2019, em 4.600 m³. Em Maio ocorreu a primeira leitura de correção, sendo lido 3.889 m³, em Junho foi lido 3.599 m³, em Julho 2.144 m³ e finalmente em Agosto 422 m³, representando uma redução de 89% no volume consumido.

    Outros locais que tiveram grande redução no consumo em função de ações de controle de vazamentos foram: Colégio de Aplicação, Centro de Filosofias e Humanas 1 e Centro de Educação 1.

    Números que reforçam a necessidade constante de verificação das instalações e combate ao desperdício de água, com monitoramento das instalações por parte de toda a comunidade universitária. No entanto, o monitoramento do consumo ainda está realizado pela verificação das faturas mensais e por inspeção dos locais suspeitos, quando há sinais de alterações nas leituras ou solicitações de manutenção.

    Em Agosto as unidades que mais aumentaram seu consumo, ou registraram consumo fora do esperado, estão sendo avisadas de possíveis vazamentos, sendo elas:
    Reitoria II, Reitoria I, Arquitetura, NDI, Estação de Maricultura, TV UFSC/SEAD, CCB Anatômico. Demais unidades de Florianópolis apresentaram aumento de consumo, em função do aumento do Estação de Maricultura em 341 m³, e CCA 2 em 46 m³.
    O Hospital Universitário – HU em agosto (10.935 m³) praticamente manteve o consumo de Julho (10.847 m³), com aumento de 88 m³, ou 0,81%. Comparando a Agosto de 2018, o HU reduziu em 4,83%.

     

    Saiba mais em Monitoramento do Consumo de Água.


  • Conexão entre sociedade e UFSC através do Canal de Ofertas e Demandas de Pesquisa, Inovação e Extensão

    Publicado em 03/09/2019 às 18:44

    O projeto do Canal de Ofertas e Demandas de Pesquisa, Inovação e Extensão (PODe), tem como principal objetivo a conexão entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a sociedade. O superintendente de Projetos da Propesq, Armando Albertazzi, comenta mais sobre: “A proposta busca conectar a universidade com a comunidade externa como também colocar em contato os diversos setores e áreas da universidade”. 

    A plataforma já foi desenvolvida e está em processo de implantação pela Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq – UFSC). O pré-lançamento iniciou na segunda-feira (02) desse mês e vai até sexta-feira (06) de setembro também. Por sua vez, o lançamento festivo será do dia 17 ao dia 19 de outubro, sendo assim durante a 18° Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão (Sepex).

    O site conta com ofertas e demandas envolvendo os setores da universidade, assim como, captação de parceiros, voluntários para pesquisa, editais de bolsas, ofertas de serviços, resultados de pesquisas, com acesso facilitado a sociedade. Tendo como foco captar as demandas e ofertas cadastradas pela sociedade e que podem ser aproveitados pela UFSC. É um canal que tem como principal meta a conexão entre ambas, mas que vá além disso, pessoas, setores e demandas terão contato facilitado. O uso do sistema é dividido em duas partes, a primeira é o cadastro de ofertas e demandas por parte de toda a comunidade UFSC, sendo que essas informações ficarão abertas para consulta aberta; a segunda é o cadastro de demandas por parte da sociedade (empresas, organizações, comunidade externa e etc), com isso as informações serão acessíveis apenas para a UFSC. Nas duas situações os cadastros preliminares passarão por aprovação dos mediadores do Canal PODe.

    Armando Albertazzi explica um pouco mais sobre a plataforma eletrônica: “Neste sistema o usuário encontrará ofertas e demandas por meio de uma busca por palavras-chave. É importante explicar que o acesso às informações de ofertas e demandas cadastradas pela UFSC será aberto para consulta, sem necessidade de fazer um cadastro para isso”.

    Agora na semana de pré-lançamento, o canal PODe está sendo testado com  lançamento de demandas e ofertas da Propesq para que eventuais problemas sejam corrigidos. Segundo o coordenador de Fomento e Apoio à Pesquisa da Propesq, Juvêncio Eloi Martins Neto, para que a proposta funcione, é fundamental que a comunidade interna e externa faça o cadastro de informações para que essas conexões de oferta e demanda sejam possíveis.

    Lembrando que em outubro o sistema estará disponível para que a comunidade interna e externa faça o cadastro e a consulta de ofertas e demandas. Acesse AQUI! e confira o Canal PODe.

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  • Segundo pesquisadora da UFSC, políticas públicas podem diminuir efeitos do aquecimento global.

    Publicado em 23/08/2019 às 11:31

    Para reduzir os efeitos das mudanças climáticas na terra, o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda medidas como: conhecimento indígena e local, empoderamento de mulheres e múltiplas políticas de posse da terra. A professora Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) destaca os mesmos pontos que o último relatório citado acima. 

    A professora Regina tem grande conhecimento na área de pesquisa e já foi editora-revisora do capítulo  Risk management and decision making in relation to sustainable development (Gestão de risco e tomada de decisão em relação ao desenvolvimento sustentável) do documento que discute os impactos do uso da terra em mudanças climáticas, publicado no dia 8 de agosto.

    O IPCC escolheu cerca de 107 cientistas, de 25 países para o Special report on climate change and land (SRCCL – Relatório especial sobre mudança climática e terra), quatro brasileiros foram selecionados e entre eles está a pesquisadora. Como editora-revisora, Regina era encarregada de checar a resposta dos autores aos comentários de cientistas credenciados ao primeiro rascunho do capítulo. Depois do primeiro draft estar pronto, ele é disponibilizado para os para pesquisadores de fora comentarem. Onde o revisor deve se certificar que os autores responderam todos os comentários. No caso deste capítulo, ele obteve o total de 1,4 mil comentários e foi necessário uma reunião com todos os autores para que eles respondessem um por um.  Regina não foi a única editora-revisora, ela trabalhou juntamente com o editor-revisor Billie Turner, membro da Academia Americana de Ciência dos Estados Unidos. 

     

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    Regina foi editora-revisora de capítulo no relatório do IPCC. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

    Depois destes comentários, tem uma nova etapa onde o capítulo é reformulado e dessa vez disponível para as avaliações dos governos de todos os países.  Neste caso, foram registrados 1,4 mil comentários novamente. Após todos eles serem respondidos o relatório fica pronto, e com isso o IPCC reúne representantes dos países para aprovar em plenário o Summary for policymakers (SPM – Resumo para formuladores de políticas públicas). O evento com este capítulo aconteceu no dia 8 de agosto, na cidade de Genebra, localizada na Suíça e a durou 30 horas de negociações. “Entra na parte mais política para definir o que vai ficar no sumário. Mas o relatório não pode ser mexido, o que está lá, como evidência científica, fica”, explica a professora. 

     

    O relatório fala sobre a desertificação e a degradação do solo e o impacto na segurança alimentar; Pois a área continental corresponde a 30% do planeta e está excessivamente danificada. Com o crescimento populacional e as mudanças climáticas aumentando a desertificação, logo a área agriculturável diminui, assim colocando em risco a segurança alimentar. O capítulo que a professora participou foi responsável pelo fechamento do relatório, que teve o foco de mostrar todas as evidências de políticas públicas que reduzam isso. 

    No Brasil os pontos mais controversos são os biocombustíveis e o consumo e produção de carne. “A produção de carne tem um impacto muito grande na degradação do solo e não é eficiente em termos de retorno energético para a gente. A recomendação é ter uma dieta mais balanceada com a diminuição do consumo de carne, principalmente carne vermelha. Mas veja que não se está dizendo para virar vegetariano ou vegano” comenta a professora. 

    Com tudo, o relatório não pode dizer o que se fazer ou não, deve-se apenas ser citadas provas, evidências, literatura científica, no que há alta confiança. “Por exemplo, há bastante evidência científica que reduzir o consumo de carne ajuda a coibir, ou colocar menos pressão, no uso do solo e sua consequente degradação, além de diminuir as emissões de gases do efeito estufa”. A substituição do uso de combustíveis fósseis por biocombustíveis é limitada, já que também compete pela terra para produção de alimentos, afetando a segurança alimentar.

    Um dos principais temas do relatório é a utilização de “caminhos socioeconômicos compartilhados”, que retratam os cenários possíveis para o ano de 2100 suas respectivas consequências. “A principal mensagem do relatório é esta: não existe uma bala de prata, que resolva todos os problemas. Se a gente conseguir a sinergia de políticas públicas, ficamos no risco moderado. Se continuarmos na atual situação, vamos ter um risco muito alto, é inevitável a desertificação, degradação e insegurança alimentar. Os modelos e a ciência mostram isto”, explica Regina.

    Este relatório lida com o uso do solo, representando assim 23% das emissões de gases que provocam o aquecimento global; os outros 77% representam à queima de combustíveis fósseis. A professora ressalta o essencial resultado do relatório dizendo que “As políticas públicas têm que conter soluções conjuntas (não existe bala de prata) e serem orgânicas, isto é, que sejam adaptáveis à medida que vamos avançando. Essas políticas só terão sucesso se conhecimento local e indígena seja levado em consideração, com inclusão das mulheres no campo e políticas de distribuição de terra revistas”.

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    E para concluir ela menciona um conhecimento que não foi obtido no relatório, mas sim quando trabalhava na Rede Clima: “Não precisa desmatar mais para expandir a agropecuária. Há várias áreas já desmatadas que estão inativas. Além disso, 75% do que comemos vem de agricultura familiar. O argumento de que precisa desmatar para alimentar mais gente é falho”. Complementa dizendo na importância da Amazônia para o Brasil e, em especial para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Caso for desmatada a ponto de não conseguir o retorno da floresta, pode ser causado a sua savanização, diminuindo o suprimento de umidade para o resto do país e afetando a agricultura. Lembrando que o uso indiscriminado de água para a irrigação não é algo sustentável.

     

    Mais informações em: https://www.ipcc.ch/report/srccl/


  • DPAE lança página para monitoramento do consumo de energia elétrica

    Publicado em 22/08/2019 às 18:57

    Com  o objetivo de divulgar as informações sobre os dados de Energia Elétrica de todos os campi e Unidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) disponibilizou os dados sobre o consumo, gastos e demanda de todas as Unidades Consumidoras (UCs) existentes com informes históricos de 2013 até 2019. 

    Esses dados serão sempre atualizados e poderão ser acessado por toda a comunidade universitária. Além disso, Relatórios de Acompanhamento do Contrato, Monitoramento da Energia Elétrica da UFSC e outros documentos importantes ao tema também serão publicados.

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    Para acessar a nova página clique aqui.

    Dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas nos seguintes emails: coplan@contato.ufsc.br/rodrigo.pena@ufsc.br/ thiago.santos@ufsc.br

     


  • Oficinas da semana da Sala Verde UFSC (26/08 à 28/08 )

    Publicado em 22/08/2019 às 17:30

    Por Évelyn Cazão / Estagiária de Jornalismo

    Na próxima semana acontecerão oficinas gratuitas na Sala Verde da UFSC.  Serão realizadas uma oficina por dia entre os dias 26 e 28 de agosto.

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    A programação começa com a Oficina de fios: crochê e tricô, das 14h às 17h do dia 26 de agosto. O foco deste primeiro curso é levar o público a tecer seus próprios acessórios em crochê ou tricô para qualquer estação do ano. Na maioria das vezes às pessoas descartam seus fios por não saberem uma forma fácil e elegante de utilizá-los. Fazer algo, além de menos custos, acaba sendo algo único e exclusivo.

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    Link para inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/activities/3883

    No dia 27 de agosto terá a Oficina de ecocaderno, único curso da semana que será ministrada em dois horários: de manhã das 8h30  às 11h30, já de tarde das 14h às 17h. Essa oficina tem como finalidade a confecção de um caderno ecológico, gerando produto personalizado e consciente. O curso abordará ainda a origem do papel, assim como os 5R’s: reaproveitar, reciclar, repensar, recusar e reduzir. Serão explicadas formas de reaproveitar os materiais mais diversos, entre eles: papéis, espiral, capas plástica, retalhos de tecidos, linhas e papelão. E para fechar serão apresentadas formas de encadernação artesanal para confecção de ecocadernos, ecoblocos, ecoagendas e ecolivros de receitas.

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    Link para inscrição no turno matutino: http://inscricoes.ufsc.br/activities/3851

    Link para inscrição no turno vespertino: http://inscricoes.ufsc.br/activities/3850

     

    No dia 28 de agosto, das 14h30 às 17h30 acontecerá a Oficina ressignificando o passado: reciclagem e reutilização de materiais, que será a última da programação. Quase todo mundo sabe que os objetos mudam conforme os nossos pensamentos e não gerar resíduos é uma tarefa muito difícil. É preciso muita criatividade e coragem na hora de criar algo novo ressignificando o “velho”, reciclando o “lixo” e reutilizando o descartável para assim, contribuir o máximo possível para convivermos em mais harmonia com o nosso planeta. Nesse curso solicita-se que você leve um objeto que costumava ser importante (uma roupa, um caderno, uma caixa, uma garrafa, um calçado etc. que hoje é “descartável”) e por algum motivo está parado em casa. Além disso, você também terá que levar algo que você costuma pôr no lixo. O foco da Oficina é reencontrar funções/sentidos ou criar um novo objeto funcional. salaverde_evento03

    Link para inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/activities/3974