Não capture, nem alimente os Saguis!

09/06/2017 13:28

O número de saguis presentes na UFSC está aumentando. Como os saguis são exóticos invasores, é necessário saber como proceder com esses animais.

 

 

Desequilíbrio Ambiental

          Os saguis são pequenos primatas do gênero Callithrix (Família Callitrichidae) endêmicos do Brasil, originários da região Nordeste e parte dos estados de Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. No entanto, os saguis acabaram sendo introduzidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, sendo considerados animais exóticos invasores dessas regiões.

          Acredita-se que por serem pequenos, simpáticos e bonitinhos, tenham sido trazidos clandestinamente para Santa Catarina para serem criados como animais de estimação. Contudo, essa introdução dos saguis tem causado um desequilíbrio ambiental, sobretudo em Florianópolis, pois aqui a espécie não tem predador e tem se proliferado sem controle. Além disso,os saguis também podem ser transmissores de algumas doenças.

        Outro fator que tem contribuído ainda mais para esse aumento populacional é o fornecimento de alimentos pelos habitantes, não apenas frutas, mas também alimentos artificiais e industrializados.

          Ainda não há uma solução para o problema, os órgãos ambientais estão preocupados e estudam como proceder com a situação. Até lá, cabe à população proceder da maneira correta.

Saiba mais sobre os saguis!

          Esses pequenos macacos apresentam hábito arbóreo e são encontrados em matas ciliares, cerrados e também em áreas fragmentadas e de mata secundária. Além disso, eles têm facilidade em se acomodar a ambientes habitados pelos seres humanos, podendo ser encontrados muito próximos a casas, em jardins e pomares.

Saguis (da esquerda para a direita: C. jacchus, C. penicillata e híbrido entre elas).
Fonte: Núcleo de Conservação da Fauna do JBRJ, 2013.

       

        A reprodução dos saguis é rápida! Os machos atingem a maturidade sexual entre nove a 13 meses, e as fêmeas, entre 20 a 24 meses. O período de gestação dura em torno de 5 meses e, geralmente, nascem dois filhotes por gestação. Além disso, poucos dias após a concepção, a fêmea volta a ovular e já está apta a gestar novamente.

       A alimentação desses pequenos macacos se baseia em insetos, pequenos vertebrados e frutas. Essa flexibilidade alimentar permite que os saguis consigam viver e se adequar a variados ambientes, o que facilita o aumento da sua população.

Recomendações

  • Lembre-se que, apesar de serem muito bonitinhos, os saguis não devem ser alimentados. É importante também não deixar alimentos em locais de fácil acesso, esses animais são bem espertos e invadem imóveis atrás de comida.
  • Os saguis podem transmitir doenças aos seres humanos, portanto, se for mordido procure um posto de saúde para receber os cuidados necessários.
  • Apesar de ser uma espécie invasora em SC é proibido capturar esses animais na natureza, são espécies protegidas por lei.
  • Os saguis são animais silvestres e com espírito de grupo, ou seja, não devem ser criados em casa.

 

SIGA ESSAS RECOMENDAÇÕES E CONTRIBUA PARA O EQUILÍBRIO AMBIENTAL!

 

Referências:

LOURENÇO, Julia Antunes. A Notícia. Superpopulação de saguis em Florianópolis preocupa ambientalistas. Publicado em 24/10/2009. Disponível em http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2009/10/superpopulacao-de-saguis-em-florianopolis-preocupa-ambientalistas-2695962.html. Acesso em 20/05/2017.

NAKAMURA, E. M. Convívio entre os saguis e pessoas: Experiências no Parque Ecológico do Córrego Grande e entorno, Florianópolis – SC. 2009. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Departamento de Ecologia e Zoologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

Núcleo de Conservação da Fauna do JBRJ. Saguis – Callithrix jacchus e Callithrix penicillata: informações. 2013. Disponível em https://projetofauna.wordpress.com/2013/08/23/saguis-callithrix-jacchus-e-callithrix-penicillata-informacoes/. Acesso em 26/05/2017.

Lançamento da Coleta Seletiva Solidária na UFSC

07/06/2017 17:43

Como funcionará a Coleta Seletiva Solidária na UFSC?

Inicialmente, será voltada aos materiais gerados em ambientes internos do campus João David Ferreira Lima, na Trindade; e no Centro de Ciências Agrárias (CCA), no Itacorubi – salas de aula, secretarias, salas administrativas, de apoio etc -, que é de onde é gerada a maior parte dos materiais recicláveis na universidade. Nesses ambientes serão instalados coletores seletivos (com compartimento para recicláveis secos, rejeitos e papéis) alocados em pontos estratégicos para que a comunidade universitária possa descartar o seu resíduo de forma correta.

O número de coletores móveis irá aumentar à medida que a coleta seletiva tiver sucesso. Para 2018 está prevista a instalação de lixeiras seletivas para ambientes externos, inaugurando, assim, a coleta seletiva de áreas externas na universidade. Também em etapa posterior, será implementada a coleta de resíduos recicláveis úmidos (orgânicos). Futuramente, pretende-se expandir a coleta os demais campi e instalações da UFSC não contempladas nessa primeira etapa.

Qual será o caminho do resíduo reciclável?

Podemos descrever o ciclo da coleta seletiva solidária de recicláveis da seguinte maneira: o gerador descarta um resíduo reciclável nos coletores seletivos; o colaborador da limpeza promove a coleta segregada destes resíduos e leva até o local de armazenamento temporário (container localizado no CTC) diariamente; a organização de catadores habilitada para a coleta seletiva na UFSC coleta o material do container e recolhe os recicláveis semanalmente, levando-os para a central de triagem; após a triagem, os recicláveis são enviados para as empresas de reciclagem.

Quais as orientações ao público da UFSC?

Para participar da Coleta Seletiva Solidária, é necessário promover a separação correta dos resíduos sólidos e descartá-los em locais adequados. Na primeira etapa da campanha, haverá coletores distribuídos pela UFSC nos centros de ensino, na Biblioteca Universitária (BU), nas Reitorias 1 e 2, no Centro de Cultura e Eventos, no Colégio de Aplicação (CA) e no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Divulgaremos mapas e todos os coletores estarão sinalizados para orientar a correta segregação do material.

Os coletores terão três compartimentos distintos: verde para os resíduos recicláveis, azul para papéis e cinza para rejeitos e orgânicos. No compartimento dos recicláveis, você pode descartar os seguintes materiais: caixas de papelão, papéis de embrulho, sacolas plásticas, copos plásticos e de isopor, garrafas plásticas, latinhas de alumínio, caixas multicamadas (caixas tetrapack de suco).

Para vidros, sugerimos que descarte no PEV de vidros, localizado em frente ao Centro de Eventos da UFSC, de onde a Comcap recolhe e encaminha para a reciclagem do material. No compartimento para papéis deverão ser descartadas folhas brancas e de papel reciclado, impressas, em branco ou de rascunhos. Jornais, revistas, folhetos e embalagens de papel devem ser depositados no compartimento de recicláveis. É importante que todos os resíduos recicláveis e papéis estejam limpos.

Já no compartimento dos rejeitos e orgânicos, serão descartadas as cascas de frutas e restos de alimentos, guardanapos, toalhas e lenços de papel molhados ou engordurados, sachês de chá, balas, chicletes, lápis e borrachas, fitas e etiquetas adesivas, papel metalizado (embalagens de salgadinhos, bolachas e barras de cereal). Quando iniciar a coleta seletiva de orgânicos, estarão disponíveis pontos de entrega voluntária juntos às lanchonetes. Cada um deverá fazer a sua parte. A UFSC fará sua parte em disponibilizar o sistema de coleta seletiva com inclusão de catadores, caberá ao usuário segregar corretamente seus resíduos e passar a ideia adiante. Quem se importa, separa.

Quais as orientações para aqueles que decidirem adotar essa prática em suas casas?

A primeira orientação é buscar informações sobre a coleta seletiva na sua cidade, para que saiba os dias em que o caminhão da coleta seletiva passa na sua rua. Em Florianópolis, a Comcap disponibiliza todas as informações sobre o sistema em seu site. A partir disso, você realiza a separação dos resíduos sólidos que gera em casa, segregando e acondicionando adequadamente os recicláveis, como plástico, metal, papel e vidro, para encaminhar à coleta seletiva.

Para os orgânicos, é interessante promover a compostagem, com métodos que podem ser feitos em sua residência, como o minhocário ou a compostagem. Por fim, acondicione os rejeitos em sacos plásticos e descarte para serem recolhidos nos dias em que o caminhão da coleta convencional passa pela sua rua, sempre de forma adequada para que animais não rasguem os sacos com os rejeitos. Na internet há muitas informações sobre como praticar a responsabilidade socioambiental com os resíduos.

Para saber mais aqui.

Proteja seu amigo canino contra a Leishmaniose

23/05/2017 10:50

O controle do mosquito-palha e a vacinação dos animais são as melhores formas de evitar a doença!

A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença causada por um protozoário do gênero Leishmania sp.,  transmitida pela picada de um inseto do gênero Lutzomyia sp. infectado pelo parasita. Esse inseto é conhecido popularmente por mosquito-palha ou birigui e é considerado o principal vetor brasileiro da leishmaniose. Vive em habitats variados, mas as formas imaturas desenvolvem-se em ambientes terrestres úmidos, ricos em matéria orgânica e com baixa densidade luminosa.

 

Resultado de imagem para lutzomyiaMosquito-palha (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosquito-palha)

A LVC é assim chamada, pois os cães infectados são considerados os principais reservatórios da doença. No entanto, a doença também pode acometer e ser transmitida por outros animais, como raposas, gambás, equídeos, roedores e pelo próprio ser humano.

 

 

 

 

O que fazer?

Algumas dicas para manter o mosquito-palha longe são: conservar o quintal e a casinha do pet limpos, livre de resíduos e sujeiras que podem atrair os vetores; evitar a exposição do pet nos horários que o vetor se alimenta (amanhecer e entardecer), usar produtos veterinários destinados a repelir o mosquito-palha, tais como, coleiras à base de deltrametrina ou permetrina e telar as portas e janelas da casa e da casinha do pet.

Cães com idade acima de 4 meses também devem ser vacinados, após teste para doença.  A vacina tem efeito protetor sobre o animal vacinado, mas testes indicam que não possui 100% de eficácia.  Portanto, as outras ações preventivas devem ser mantidas mesmo com a vacinação.

Como identificar os sintomas?

Fique atento à saúde do seu amigo e leve-o ao veterinário à menor suspeita da doença. Alguns dos sinais aparentes da leishmaniose em animais são: emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, olhar remelento e anemia. Contudo, muitas vezes o animal não apresenta sintomas, sendo importante a realização do exame.

A Leishmaniose pode ser evitada, proteja seu PET!

Saiba mais sobre a doença aqui: https://goo.gl/v6Bciv