TABAGISMO: problemas e tratamento

21/08/2017 08:55

O que é e quais os problemas

O tabagismo, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a primeira causa de morte evitável do planeta, sendo causada pelo ato de consumir derivados do tabaco que contenham a nicotina como princípio ativo, dentre os quais o cigarro é o mais comum6,10,11. Além da nicotina, substância que causa dependência dos usuários, o cigarro apresenta mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e nocivas, que podem levar a doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e ao câncer8,11.

 

 

Fonte: Cigarro Mata

A inalação da fumaça por indivíduos não fumantes, os chamados fumantes passivos é tão ou mais nociva do que a fumaça inalada pelo próprio fumante, pois contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas. O fumante passivo pode apresentar desde reações alérgicas (rinite, tosse, etc.), até problemas mais graves, como infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão, enfisema pulmonar, bronquite9.

Além dos danos causados a saúde dos usuários, a cadeia de produção do tabaco prejudica os produtores e a própria natureza. Entre os malefícios pode-se citar: adoecimento dos produtores por pesticidas e manipulação da planta, desmatamento para a plantação e secagem das folhas, incêndios causados pelo descarte indevido de bitucas de cigarro, poluição do ar devido à fumaça e descarte inadequado de bitucas, que levam mais de cinco anos para se decomporem, além de poderem ser ingeridas por animais causando sua morte1,7.

Legislação brasileira

O poder legislativo do Brasil criou algumas leis na tentativa de amenizar o consumo de fumígenos, assim como a diminuição do tabagismo passivo.

A Lei nº 9.294/1996 veda a propaganda comercial de fumígenos, a não ser nos locais de venda e com restrições, além de exigir a veiculação de mensagem de advertência sobre os malefícios do seu uso3.

Além disso, dado por redação da Lei nº 12.546/2011, passou a ser proibido o uso de qualquer produto fumígeno em recinto coletivo fechado4.

Vamos parar de fumar? – Tratamento

O SUS oferece tratamento gratuito para a população! A equipe responsável avalia os casos de dependência individualmente, conhecendo o histórico dos pacientes e verificando a terapia mais indicada para o caso2,12.

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) apresenta em seu site os locais de atendimento para tratar a dependência do fumo5.

UFSC e tabagismo

Além do serviço do SUS, o Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi) da UFSC também auxilia os dependentes de fumo a largarem esse hábito. O programa abre inscrições algumas vezes no ano para o Grupo de Cessação do Tabagismo. Informe-se pelo telefone (48) 3721-9402 ou pelo e-mail 13.

Benefícios

Parar de fumar traz muitos benefícios2:

  • A pressão sanguínea volta ao normal nos primeiros 20 minutos;
  • Em duas horas, não há mais nicotina no sangue;
  • Nas oito horas seguintes o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
  • Em dois dias, o olfato e o paladar ficam melhores;
  • Três semanas após parar de fumar, a respiração e a circulação sanguínea melhoram;
  • Em longo prazo, de 5 a 10 anos, os riscos de sofrer infarto equivalem aos de uma pessoa que nunca fumou.

 

REFERÊNCIAS

1BRASIL. Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta. Disponível em <http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/agravos/publicacoes/Folder_campanha_tabagismo_2012.pdf> Acesso 03 jul. 2017.

2BRASIL. Ministério da Saúde. Alguns passos para parar de fumar. Disponível em <http://saudebrasilportal.com.br/eu-quero-parar-de-fumar/passos-para-parar-de-fumar> Acesso em 03 jul. 2017.

3BRASIL. Lei Nº 9.294 de 15 de julho de 1996. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9294.htm> Acesso em 03 jul. 2017.

4BRASIL. Lei Nº 12.546 de 14 de dezembro de 2011. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12546.htm#art49> Acesso em 03 jul. 2017.

5DIVE. Tratamento. Disponível em <http://www.dive.sc.gov.br/index.php/teste-tabagismo> Acesso em 03 jul. 2017.

6FIOCRUZ. Tabagismo – O Mal da Destruição em Massa. Disponível em <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/tabagismo.htm> Acesso em 03 jul. 2017.

7INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Dia Nacional de Combate ao Fumo. Disponível em <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/dia_mundial_sem_tabaco/site/2012/meio_ambiente_tabaco> Acesso em 03 jul. 2017.

8INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Tabagismo. Disponível em <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa-nacional-controle-tabagismo/tabagismo> Acesso em 03 jul. 2017.

9INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Tabagismo Passivo. Disponível em <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa-nacional-controle-tabagismo/tabagismo-passivo> Acesso em 03 jul. 2017.

10ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Tabagismo. Disponível em <http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=574:tabagismo&Itemid=463> Acesso em 03 jul. 2017.

11PORTAL BRASIL. Tabagismo. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/saude/2009/11/tabagismo1> Acesso em 03 jul. 2017.

12PORTAL BRASIL. Unidades de saúde têm tratamento gratuito para tabagismo. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/saude/2017/05/unidades-de-saude-tem-tratamento-gratuito-para-tabagismo> Acesso em 03 jul. 2017.

13UFSC. Serviço de Atenção Psicológica abre inscrições para ‘Grupo de Cessação do Tabagismo’. Disponível em <http://noticias.ufsc.br/2017/05/servico-de-atencao-psicologica-abre-inscricoes-para-grupo-de-cessacao-do-tabagismo/> Acesso em 03 jul. 2017.

Evite a gripe!

14/08/2017 11:35

O que é?

A gripe é uma doença respiratória viral causada pelo vírus Influenza. Esta se caracteriza por um início repentino dos sintomas, que são sistêmicos, como febre, calafrios, tremores, dores de cabeça e musculares, cansaço; e respiratórios, como coriza, dor de garganta e tosse1,4.

O vírus Influenza pode ser classificado em três tipos: A, B e C. Os tipos A e B são responsáveis pelos quadros mais severos da doença e pelas epidemias sazonais, sendo o tipo A mais comum no Brasil e do tipo B menos frequente1,3. O tipo C causa apenas infecções respiratórias moderadas, não sendo responsável por grandes epidemias. Os vírus Influenza do tipo A ainda podem ser classificados em subtipos segundo as proteínas Hemaglutinina (H) e Neuraminidase (N), encontradas na superfície do envelope viral. Desta forma, encontram-se entre as variações de Influenza A, temos o H1N1, H3N2, entre outros1,4,7.

No caso da Influenza A, os sintomas são mais severos: o paciente apresenta febre alta (acima de 38ºC) e de início repentino, irritação nos olhos, exaustão física, dores de cabeça, muscular, de garganta e nas articulações e maiores chances de agravamento para um quadro pulmonar. Os sintomas se estendem entre 3 e 7 dias e essa piora ocorre devido a uma resposta mais intensa do sistema imunológico3,4.

Em Santa Catarina, o vírus com maior circulação no ano de 2017 é o Influenza A (H3N2). Até o dia 21 de junho, foram notificados 773 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 160 foram classificados como sendo causadas pelo tipo A (H3N2). Foram registrados 24 óbitos, todos resultantes de infecção por Influenza A (H3N2). Desses, 16 óbitos foram de pessoas com mais de 50 anos2.

 

Transmissão

A gripe está em circulação durante o ano todo, mas há um aumento nos períodos mais frios devido a maior aglomeração de pessoas em locais fechados ou com pouca ventilação1.

A transmissão se dá via secreções respiratórias, portanto, um indivíduo pode contrair a gripe quando faz contato com algum indivíduo infectado ou com alguma superfície contaminada1,6.

Os locais mais propícios para a transmissão do vírus são os ambientes com pouca ventilação ou totalmente fechados, ambientes domiciliares, ônibus, creches e escolas, etc1.

Grupos de maior risco

Todas as pessoas estão suscetíveis à infecção viral, contudo alguns grupos apresentam risco aumentado para complicações, tais como: gestantes, puérperas, pessoas com mais de 60 anos, crianças com menos de 2 anos, indivíduos com doenças crônicas (diabetes descompensada, obesidade, cardiopatia, doenças respiratórias crônicas), indivíduos imunossuprimidos, entre outros1,8.

Vacinação

Os vírus da gripe apresentam alta capacidade de mutação (modificações genéticas). Por isso, todos os anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica uma determinada formulação baseando-se nos tipos e subtipos de vírus circulantes naquele período4.

Em 2017, o Ministério da Saúde lançou a campanha de vacinação entre 17 de abril e 26 de maio7 e foi prorrogada até dia 9 de junho para alcançar a meta de 90% do público mais vulnerável5. O Estado de São Paulo ainda prorrogou a data até dia 7 de julho9. Além disso, várias clínicas particulares estão realizando a vacinação.

Cuidados para evitar a transmissão do vírus

Para evitar a gripe é importante tomar algumas medidas preventivas5,6, tais como:

  • Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenços descartáveis ou com o antebraço;
  • Evite tocar a boca e o nariz;
  • Lave as mãos com frequência, utilizando água e sabão, principalmente após tocar o nariz e a boca ou superfícies suscetíveis à contaminação. Se possível, faça uso de álcool gel;
  • Abra as janelas e melhore a circulação de ar em seu local de trabalho, no ônibus, na escola, em casa, etc.;
  • Evite locais com aglomeração de pessoas;
  • Cuide-se! Mantenha seu sistema imune e todo seu organismo saudável. Alimente-se e durma bem, pratique alguma atividade física;
  • Vacine-se.

 

Em casos suspeitos de Influenza A, procure imediatamente uma unidade de saúde!

 

REFERÊNCIAS

1DIVE. Gripe – Santa Catarina. Disponível em <http://www.gripe.sc.gov.br/#/a-gripe> Acesso em 21 jun. 2017.

2DIVE. Informe Epidemiológico Nº 12/2017 – Vigilância da Influenza (Atualizado em 21 de junho de 2017). Disponível em <http://www.dive.sc.gov.br/index.php/arquivo-noticias/546-informe-epidemiologico-n-12-2017-vigilancia-da-influenza-atualizado-em-21-de-junho-de-2017> Acesso em 29 jun. 2017.

3DRAUZIO VARELLA. Gripe H1N1. Disponível em <https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/gripe-h1n1/> Acesso em 30 jun. 2017.

4FIOCRUZ. Gripe ou resfriado? Virologista da Fiocruz explica a diferença. Disponível em < http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/gripe-ou-resfriado-virologista-da-fiocruz-explica-diferen%C3%A7a> Acesso em 21 jun. 2017.

5PORTA BRASIL. Campanha contra a gripe é prorrogada até 9 de junho. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/saude/2017/05/campanha-contra-a-gripe-e-prorrogada-ate-9-de-junho> Acesso em 29 jun. 2017.

6PORTAL BRASIL. Medidas preventivas são essenciais para evitar a gripe. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/saude/2014/04/medidas-preventivas-sao-essenciais-para-evitar-a-gripe> Acesso em 21 jun. 2017.

7PORTAL DA SAÚDE. Nota informativa e recomendações sobre a sazonalidade da influenza 2017. Disponível em <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/414-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/influenza/22873-informacoes-sobre-gripe> Acesso em 21 jun. 2017.

8PORTAL DA SAÚDE. Vacinação. Disponível em <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/416-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/influenza/l2-influenza/10959-vacinacao-influenza> Acesso em 21 jun. 2017.

9SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Campanha de vacinação contra o vírus influenza é prorrogada até dia 7 de julho. Estado de São Paulo amplia grupos prioritários para a vacinação. Disponível em <http://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/homepage/noticias/campanha-de-vacinacao-contra-o-virus-influenza-e-prorrogada-ate-dia-7-de-julho.-estado-de-sao-paulo-amplia-grupos-prioritarios-para-a-vacinacao> Acesso em 29 jun. 2017.

 

Divulgação da campanha de conscientização “Adote uma caneca”

18/07/2017 15:27

Dados do Plano de Logística Sustentável da UFSC mostram que entre os anos de 2015 e 2016 o consumo de copos foi reduzido em 18,5%. Ainda assim, a UFSC consumiu 1.152.400 copos descartáveis em 2016 .

Os copos plásticos descartáveis são prejudiciais ao meio ambiente, demorando de 200 a 400 anos para se decomporem, apenas 20% deles são reciclados, uma vez que sua reciclagem não apresenta vantagem econômica para o catador. Além disso, algumas pesquisas apontam que o copo plástico quando em contato com substâncias quentes pode produzir substâncias carcinogênicas.

Dessa forma, a Gestão Ambiental da UFSC está divulgando a campanha “Adote uma caneca” nos centros e unidades administrativas.

Intervenção da campanha “Adote uma caneca” na reitoria.

Cortinas de copos já utilizados estão sendo colocadas em pontos estratégicos, com a quantidade de copos plásticos consumidos por cada centro e unidade administrativa, com o objetivo de chamar a atenção para o tema, e conscientizar os passantes sobre a importância da adoção de um recipiente duradouro para consumo de líquidos.

 

Intervenção da campanha “Adote uma caneca” na reitoria (Esq.) e no Centro Sócio-Econômico (Dir.)

A intervenção já passou pelos centros CFM, CED, CFH, CCJ, CSE, CCE e agora encontra-se nas reitorias e no CCB. O objetivo é que até o final do ano as cortinas ainda passem por outros centros, principalmente os maiores consumidores que são CTC e CCS.

Intervenção da campanha “Adote uma caneca” no Centro de Ciências Biológicas.