Mapeamento das Áreas de Preservação Permanente – UFSC Campus de Curitibanos

08/04/2019 16:44

As Áreas de Preservação Permanente (APP) são definidas como área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

O mapeamento das APP da UFSC é uma importante ferramenta que auxilia no adequado planejamento da ocupação do campus informando as áreas com restrição de ocupação.

Para mapear as APP é necessário identificar e caracterizar os cursos d’água no campus utilizando a unidade territorial mínima de gestão: As Bacias Hidrográficas, que são definidas como porção do espaço em que as águas das chuvas, das montanhas, ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d’água, abastecendo-o.

O Art. 4º da Lei Federal N.º 12.651/2012 define as APPs em zonas rurais ou urbanas em dez incisos, sendo os relevantes para o local do campus:

I – faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:

a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de:

b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

III – as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do empreendimento;

§4º Nas acumulações naturais ou artificiais de água com superfície inferior a 1 (um) hectare, fica dispensada a reserva da faixa de proteção prevista nos incisos II e III do caput, vedada nova supressão de áreas de vegetação nativa, salvo autorização do órgão ambiental competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente – Sisnama. (Redação dada pela Lei nº 12.727, de 2012).

IV – as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros;

V – as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive;

IX – no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°

A lei também infere que havendo supressão de vegetação para uso do solo, haja reposição ou compensação florestal.

A Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC fez um levantamento de bacias, cursos d’água e nascentes do campus de Curitibanos, incluindo a elaboração de um mapa com os raios a serem respeitados conforme as legislações vigentes.

Clique na imagem para acessar o mapa interativo das áreas de APP da Bacia Hidrográfica onde o Campus da UFSC de Curitibanos está inserido.

Pode-se ativar e desativar os componentes do mapa, observando as microbacias, cursos d’água, massas d’água, nascentes e as faixas de preservação a serem respeitadas.

Número de casos confirmados de dengue esse ano já é maior que 2018

04/04/2019 11:11
UFSC-Contra-o-Aedes

Logotipo da campanha “UFSC contra o Aedes!”. (Foto: Reprodução UFSC contra Aedes).

Por Julia Breda / Estagiária de Jornalismo

O número de casos confirmados de dengue no primeiro trimestre de 2019 em Santa Catarina já é maior que o total de 2018: de 60 casos no ano inteiro, o número aumentou para 85 casos, do final de dezembro à março deste ano. Os dados são do boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE-SC) divulgado nesta sexta-feira (1). A maioria dos casos (59) foi autóctone – ou seja, foi contraído dentro do próprio estado.

No ano passado, haviam 7 casos de dengue confirmados no estado de Santa Catarina, entre 30 de dezembro à 23 de março. Em comparação, esse ano, só em Florianópolis esse número já é maior: são 8 casos autóctones e 5 importados de outros estados.

A dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus, e é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. A infecção por esse vírus pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, sua primeira manifestação é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes. A infecção varia de formas mais leves até quadros graves, podendo evoluir para o óbito nesses casos.¹
(mais…)

Consumo de água da UFSC – Março

03/04/2019 15:14

Em março de  2019, o consumo de água na UFSC teve um aumento de 15,95% (+2.833 m³) em comparação com o mês de fevereiro de 2019. O aumento no consumo nesse período é devido ao início do período letivo, com as atividades da UFSC voltando à normalidade.

Com relação à março de 2018, houve uma redução de 16,12% (-3.957 m³). O campus Trindade que respondeu em março por 89,49% do consumo de água de toda a UFSC, incluindo os campi, teve uma redução de 13,18% (-2.796 m³) em comparação à março de 2018.

As unidades consumidoras com maiores aumentos absolutos em volume em relação à fevereiro foram o Restaurante Universitário (+2.580 m³), Colégio de Aplicação (+612 m³), Centro de Eventos (+315 m³ ) e Associação volantes 1 – AASUFSC (+153 m³).

Entretanto, o Centro de Desportos ainda se consolida como a maior unidade consumidora de água da UFSC, com 4.624 m³, seguido pelo Restaurante Universitário 2.649 m³, Colégio de Aplicação 1.207 m³, Prefeitura e Restaurante 907 m³, Moradia Estudantil 890 m³, Centro de Eventos 835 m³  e CSE 768 m³.

Com relação à março de 2018, as unidades consumidoras do CCB – MIP 1 e CFM – Bloco EFI apresentaram as maiores reduções no consumo de água, com  -600 m³, e -454 m³,  respectivamente.

Em março de 2019, a UFSC consumiu 20.590 m³ ao custo de R$ 329.384,00.

Apesar do reajuste anual nas tarifas de água e esgoto,  março de 2019 representou uma economia de R$ 49.058 em comparação com março de 2018.

O consumo e os custos de água e esgoto de todos os hidrômetros da UFSC de Janeiro de 2017 à Março de 2019 podem ser analisados na página Monitoramento do Consumo de Água.

 

Tabela: Volume e custos de água da UFSC para os três primeiros meses de 2019.

 

Tabela: Volume e custos de água da UFSC para o mês de março nos anos de 2017, 2018 e 2019.