Pesquisa sobre o consumo de água na UFSC

29/04/2019 13:59

Você sabia que em 2018 a UFSC consumiu um total de 281.100 m³ de água,  a um custo de R$ 4.225.069,99?

E que deste total, o Campus Trindade em Florianópolis respondeu por 88,78% do consumo de água de todos os campi?

Queremos reduzir esse consumo e contamos com seu apoio.

Quer nos ajudar? Como é o seu consumo de água na UFSC? Onde ele ocorre? Viu algo que poderia melhorar?

Responda nossas perguntas e envie seu comentário e sugestões.

Clique AQUI para responder o questionário, leva menos de 1 minuto.

Com os resultados, esperamos propor ações efetivas de redução e melhorias, bem como a conscientização de todos para esse bem tão valioso.

Esta é a primeira etapa do Plano de Melhorias do Sistema de Abastecimento de Água e Conscientização do Uso Racional de Água na UFSC.

 

 

Acompanhe o resumo das respostas do questionário AQUI!!!!:

Resultado parcial em 29/04/2019 para as perguntas 2 e 3.

 

CASAN realiza manutenção em rede de esgoto pública que atrevassa a UFSC – Campus Trindade

22/04/2019 20:10

O campus Trindade da UFSC está localizado no trecho de transição entre as elevações e morros da Bacia Hidrográfica do Rio do Meio e planície de inundação do manguezal do Itacorubi, região de confluência de dezenas de cursos da água.

O principal curso da água que atravessa o campus é o Rio do Meio, que recebe contribuições dentro do campus do Córrego do Pantanal, da Serrinha, da Carvoeira, do Bosque da UFSC, da Arquitetura, do Reservatório, entre outros.

Essa característica do relevo do entorno também influencia nos projetos operados por gravidade, como a rede de esgotamento sanitário do entorno da UFSC e do campus.

O esgoto coletado nos bairros do entorno atravessam todo o campus Trindade, margeando os principais cursos da água, até a elevatória de esgoto (Elevatória do HU) localizada no ponto mais baixo da bacia hidrográfica, próximo ao manguezal do Itacorubi, encaminhada para Estação de Tratamento de Esgoto Insular. Nos trechos onde a rede coletora possui mudança de direção, de inclinação ou em trechos longos são instalados poços de visita (PVs) para acesso e manutenção das redes, geralmente circulares e fechados por tampa de metal, com a descrição esgoto sanitário.

Por motivos diversos, as redes de esgotamento eventualmente são obstruídas por sedimentos que acabam infiltrando nos PVs ou carreados junto à ligações pluviais irregulares à rede de esgoto, ou ainda por resíduos descartados inadequadamente em vasos sanitários e pias, como fraldas descartáveis, plásticos em geral, linhas, tecidos, papéis, borras de café, etc.

Quando uma rede coletora é obstruída, o posto de visita transborda e extravasa o esgoto para a rede pluvial mais próxima, chegando até os cursos da água, e causando danos ambientais de curto e longo prazo.

Um dos métodos de desobstrução de redes de esgoto é o hidrojateamento, na qual é aplicado um jato de água sob pressão na rede de esgoto, geralmente equipamento instalado em caminhões de limpeza.

No dia 22/04/2019, a UFSC, através da Coordenadoria de Gestão Ambiental – CGA/GR e Departamento de Manutenções Prediais e Instalações – DMPI/SEOMA, solicitou ao SEOPE – Secretaria de Operações de Esgoto da CASAN em Florianópolis, a manutenção da rede de esgoto próximo ao edifício da Eng. Mecânica Bloco – B. A obstrução deste PV provoca o extravasamento para a drenagem pluvial adjacente à rede coletora, cuja saída ao córrego do Rio do Meio ocorre próximo à ponte entre Reitoria I e Eng. Mecânica Bloco B.

Apesar da baixa vazão do Córrego do Rio do Meio em períodos de estiagem, esse apresenta exemplares frequentes de fauna da região, como jacarés, garças, tapicurus, cágados, e peixes.

Atualmente os córregos que atravessam a UFSC apresentam condições de qualidade de água ruins, segundo estudo realizado pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC entre 2015 e 2016, segundo o qual constatou índices de qualidade de água – IQA em média inferiores à 35. Dentro as piores condições estão o Córrego da Serrinha, Córrego da Carvoeira, da Arquitetura e Pantanal. A melhor condição, em nível de qualidade regular, está o córrego do Rio do Meio, cuja maior vazão acaba diluindo a poluição dos demais cursos da água. O Rio do Meio tem sua nascente localizada dentro dos limites do Parque Municipal do Maciço do Morro da Costeira, unidade de conservação municipal.

As principais causas da poluição que chegam aos córregos da UFSC são os esgotos domésticos provenientes de ligações irregulares de esgoto na rede pluvial do entorno, e o déficit de cobertura de esgotamento nas ruas mais elevadas da bacia hidrográfica, segundo cadastro de redes de esgotamento sanitário da CASAN recebido pela UFSC em 2018.

O campus Trindade da UFSC em sua grande totalidade está conectado à rede de esgoto da CASAN. Algumas edificações antigas afastadas da rede coletora ainda dispõe de sistema fossa, filtro, sumidouro.

O Setor 1 da UFSC, localizado no Córrego Grande, onde estão localizados o Departamento de Eng. Civil, Eng. Química e Alimentos, Ciências Biológicas – Microbiologia, Secretaria de Obras e Manutenção e Biotério Central, entre outros, está em processo de adequação. Em Março de 2019, foi executado o trecho de rede coletora entre a elevatória do HU e o setor 1 da UFSC. A rede coletora interna desta área está em fase de projeto, com prazo de execução indefinido.

 

PROEX: Aplicabilidade da ecotecnologia dos wetlands construídos no tratamento de esgoto sanitário de forma descentralizada no campus da UFSC

18/04/2019 09:46

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Por Julia Breda () / Estagiária de Jornalismo

A PROEX, Pró-reitoria de Extensão, lançou, em agosto de 2018, o Edital nº 3/2018/PROEX – Extensão e Sustentabilidade na UFSC. O edital foi pensado a partir da meta de “Realizar Editais de Pesquisa e Extensão que privilegiem projetos que tenham como temática a sustentabilidade dentro da UFSC”, do Plano de Logística Sustentável 2017, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de projetos de extensão que promovam políticas de sustentabilidade na UFSC.

Para participar, as propostas deveriam apresentar ações a serem desenvolvidas na universidade com objetivos voltados para questões como: sistemas de descentralização de esgotamento sanitário, economia de água, eficiência energética, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos e orgânicos, preservação de fauna e flora, educação e sensibilização ambiental. Também deveriam ser contemplados aspectos como interdisciplinaridade e união entre ensino, pesquisa e extensão.

O edital previa a concessão de bolsas de extensão para alunos de graduação envolvidos nos projetos e recurso financeiro para ser utilizado em material de divulgação. Em dezembro, foram divulgados os selecionados para as bolsas de Extensão.

Essa é a segunda de uma série de matérias com o objetivo de apresentar cada um dos projetos que foram selecionados.

Aplicabilidade da ecotecnologia dos wetlands construídos no tratamento de esgoto sanitário de forma descentralizada no campus da UFSC

O tratamento de esgoto realizado pela CASAN, não atende a todas as regiões da Universidade Federal de Santa Catarina – não apenas no Campus Trindade, mas em outros campi também. Nessas áreas, o tratamento realizado atualmente é individualizado, ou descentralizado: tratado no local onde foi produzido. Mas existem maneiras de tratamento mais avançadas, além de fossa filtro e sumidouro. Essa é a área de atuação do Grupo de Estudos em Saneamento Descentralizado (GESAD), fundado em 2004, autor do projeto “Aplicabilidade da ecotecnologia dos wetlands construídos no tratamento de esgoto sanitário de forma descentralizada no campus da UFSC”. No laboratório, diversas tecnologias para tratamento descentralizado são estudadas, mas o foco principal é o tratamento por meio de Wetlands construídos – o grupo tem uma estação experimental de tratamento de esgoto desde junho de 2015, onde os wetlands são implantados em escala real, perto do Restaurante Universitário. O laboratório tem sua sede no departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental.

Wetlands construídos, também conhecidos como filtros plantados com macrófitas (uma planta aquática que absorve nutrientes, presentes em excesso no efluente de esgoto), são sistemas de engenharia projetados para utilizar os processos naturais que envolvem a vegetação, o solo e suas populações microbianas, associadas ao tratamento de águas residuárias. Por otimizarem os processos de ambientes naturais, esses sistemas são considerados opções ecologicamente corretas e sustentáveis. “Essas áreas que não são atendidas pelo sistema centralizado precisam de tratamento” explica Amanda Kempt,  mestranda em Engenharia Sanitária e pesquisadora do GESAD, “a gente não pode simplesmente lançar esse esgoto sem tratamento no meio ambiente, porque isso causaria um prejuízo muito grande”.

Os wetlands têm uma boa eficiência de tratamento, já que consegue remover uma porcentagem grande de matéria orgânica e de nutrientes. Além disso, seu custo de construção e de operação são baixos, e ele também tem manutenção e operação simples. Apesar de suas vantagens, e do seu crescimento fora do país, os wetlands ainda são pouco conhecidos no Brasil. “Muitas vezes você fala em wetlands e as pessoas nem sabem o que é, acham que só o tratamento da CASAN é o que existe, mas não”, afirma Larissa Walzburiech, bolsista do projeto. “E além dos wetlands, existem outros [tratamentos alternativos] também”.

O objetivo do projeto é demonstrar a aplicação dos wetlands para as localidades da UFSC que necessitam de uma alternativa de tratamento. “A ideia é mostrar, não só para a universidade, mas para todo mundo da comunidade acadêmica, como eles podem ser implantados e quais as vantagens que eles podem trazer” esclarece Amanda. Ao final, será realizado um projeto de alguma localidade com wetland construído na UFSC, para exibir o que seria o resultado final de sua implantação.

O primeiro passo do projeto, agora com a bolsa, é mapear as áreas da UFSC – em todos os campi – que têm o sistema de tratamento centralizado e quais áreas ainda não são contempladas. Depois desse levantamento, o grupo pretende identificar a possibilidade de implantar a tecnologia nessas áreas. Mas o objetivo desse projeto não é estabelecer o tratamento. “A gente não vai conseguir fazer um projeto para todas. Provavelmente vamos pegar um exemplo ou dois e fazer um dimensionamento de como ficaria. Para mostrar que ali poderia ser aplicado: esse seria o sistema, as dimensões dele, a eficiência que ele pode atender”, explica a mestranda. Assim, o grupo vai demonstrar como isso pode acontecer e, já fora do projeto, a possibilidade de implantar em outras localidades.

Os wetlands ainda têm a vantagem trazer um embelezamento paisagístico, já que ele é feito com plantas e fica exposto, e por isso possuem grande potencial para serem empregados como área verde urbana em loteamentos e condomínios – e, diferente do tratamento convencional, esse tratamento não produz cheiro forte. “Ele traz essa beleza e fica a mostra, então, como as pessoas conseguem ver, acabam se importando mais com o saneamento de uma forma geral”, reconhece Kempt. E ela é otimista quanto à divulgação da ideia dos Wetlands. “Eu acho que aos poucos conseguiremos difundir mais essa informação, fazer com que as pessoas conheçam mais essas tecnologias”.

¹ Informação disponibilizada pelos participantes do projeto.

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Estação piloto de Wetlands construídos da GESAD. (Foto: Reprodução GESAD)